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EUA x Irã: 5 pontos para entender o confronto entre os dois países
Publicado 02/03/2026 • 17:33 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/03/2026 • 17:33 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
No último sábado (28), os Estados Unidos (EUA) e Israel atacaram o Irã. Em geral, trata-se de uma ofensiva para derrubar a república islâmica, em retaliação a conflitos de longa data. Dessa forma, morreu durante o primeiro dia de ataque o Líder Supremo, Ali Khamenei.
A seguir, confira os cinco pontos centrais que explicam o atrito entre Irã e EUA.
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A Revolução Islâmica, em 1979, é o ponto de início do conflito entre EUA e Irã. Na época, 66 cidadãos estadunidenses foram sequestrados por militares iranianos. Desse total, 52 permaneceram reféns por mais de um ano, segundo o portal Britannica.
Em 2016, quando Trump exercia seu primeiro mandato, promoveu a campanha “pressão máxima” contra o Irã, com o intuito de atingir a economia e diplomacia do país. Dois anos depois, segundo a Reuters, o presidente tirou os EUA do acordo internacional referente ao programa nuclear – no qual se previa a suspensão gradual de sanções, em troca de garantias de que uma bomba atômica não seria desenvolvida pelo Irã.
Paralelamente, Israel e outros países ocidentais acusaram o Irã pelo desenvolvimento de arma nuclear. Assim, três eventos posteriores marcam os atritos entre os países:
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Para responder aos ataques, o Irã utilizou mísseis e drones contra bases militares dos EUA e alvos israelenses pelo Oriente Médio. Com isso, atingiu aeroportos internacionais e outras construções, interrompendo o tráfego aéreo e impactando as rotas de petróleo.
Em geral, detectaram-se ataques com mísseis e drones em Israel, Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
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De acordo com o The Wall Street Journal, o ataque dos EUA no Irã atingiu civis em diversas cidades. Contudo, o impacto não ficou restrito ao país e levou a óbito pessoas em Israel, Emirados Árabes Unidos e Líbano.
Especificamente no Líbano, o Ministério da Saúde informou que 31 pessoas morreram nos ataques de Israel, que atingiram a capital e o sul do país.
Ademais, pelo menos 4 soldados dos EUA morreram e diversos outros tiveram ferimentos graves. Conforme fala de Donald Trump, o conflito com o Irã deve durar cerca de 1 mês e levar mais soldados americanos à morte.
O Irã tinha como Líder Supremo o aiatolá Ali Khamenei. No poder desde 1989, assumiu o cargo vitalício após a morte do também aiatolá, Ruhollah Khomeini.
Em geral, trata-se de uma posição de chefe de Estado, considerado a maior autoridade religiosa e militar do país. Com o título de aiatolá, a figura passa a representar a alta hierarquia dos clérigos xiitas, pois são especialistas em jurisprudência islâmica, teologia e filosofia. Dessa forma, também tem a palavra final em assuntos sobre segurança, defesa e política externa.
Ou seja, a morte de Khamenei deixa o Irã em uma posição vulnerável em um momento que pode ser determinante para o país. O futuro sucessor de Khamenei deve enfrentar uma transição conturbada, marcada por conflitos internos e externos.
Agora, de acordo com o The Wall Street Journal, caberá à Assembleia de Peritos, um órgão clerical de 88 membros, escolher o próximo Líder Supremo.
Leia também: Alta do petróleo acende alerta no Brasil; veja os possíveis impactos
Os conflitos entre Irã, EUA e Israel marcam o fim dos dias de calma e segurança de diversos estados árabes do Golfo Pérsico. Até o momento, países como Dubai e Emirados Árabes Unidos prosperavam, atraindo investimentos, turistas, grandes corporações e outros.
No entanto, com prédios e outras construções estremecendo e densas colunas de fumaça pela cidade, o futuro mais próximo pode não ser tão próspero.
Além disso, o preço dos barris de petróleo já responde pela situação incerta do Estreito de Ormuz, trajeto de quase 30% de todo o estoque do recurso mineral do mundo. Para os demais países, os efeitos também podem ser amplos.
Veja possíveis impactos da guerra entre Irã, EUA e Israel no Brasil nesta reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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