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Brasil pode virar alternativa global ao petróleo do Oriente Médio, diz presidente do IBP
Publicado 16/04/2026 • 17:00 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 16/04/2026 • 17:00 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
O choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio abriu uma janela estratégica para o Brasil ampliar sua presença no mercado internacional de petróleo e gás, segundo Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
Em entrevista nesta quinta-feira (16) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Ardenghy afirmou que países importadores, especialmente da Ásia, buscam reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio, mesmo em um cenário futuro de pacificação regional. “Os países importadores não vão querer continuar muito dependentes do petróleo do Oriente Médio”, disse.
Segundo ele, essa mudança deve provocar uma reordenação global do mercado de petróleo no médio e longo prazo.
Nesse contexto, o Brasil surge como uma das principais fontes alternativas de abastecimento, ao lado de outros produtores emergentes.
Para transformar oportunidade em negócios concretos, Ardenghy defendeu medidas internas voltadas à previsibilidade para investidores. “Nós temos que fazer o dever de casa”, afirmou.
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Entre os pontos citados por ele estão segurança jurídica, continuidade da exploração em novas fronteiras e manutenção de ambiente regulatório estável.
O executivo mencionou áreas estratégicas como a Margem Equatorial, na região da Foz do Amazonas, e a Bacia de Pelotas, no extremo sul do país.
Ardenghy também criticou a cobrança de 12% de imposto sobre exportação de petróleo anunciada recentemente pelo governo.
Segundo ele, a medida desestimula aportes de longo prazo. “Isso não contribui para os investimentos a longo prazo”, declarou.
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Após viagem recente ao continente asiático, o presidente do IBP relatou conversas com representantes de empresas e governos de países como Malásia e Japão.
Ele destacou que a região concentra grandes importadores de petróleo, como Coreia do Sul, Japão, China, Hong Kong e Taiwan.
Para ilustrar a dependência externa, afirmou que o Japão importa 94% do petróleo que consome. “Fui apresentar o Brasil como a bola da vez para esse mercado”, contou.
Além de petróleo e gás, Ardenghy ressaltou o potencial brasileiro em energias renováveis.
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Segundo ele, muitos países avaliam ampliar mistura de biodiesel no diesel e etanol na gasolina, especialmente com petróleo mais caro.
O Brasil, lembrou, é o segundo maior produtor mundial de etanol e biodiesel.
Na avaliação do executivo, o Brasil se transformou em referência energética nas últimas décadas. Ele recordou que, nos choques do petróleo dos anos 1970, o país importava cerca de 90% do petróleo que consumia.
Hoje, segundo Ardenghy, o Brasil se tornou o nono maior exportador mundial. “Isso é um caso de enorme sucesso”, pontuou.
Ele atribuiu esse avanço à competência técnica nacional e ao desenvolvimento de grandes campos ao lado da Petrobras. Também destacou a liderança brasileira na exploração em águas profundas.
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“Nos últimos 10 anos, recebemos cinco prêmios mundiais como país que mais se destacou nesses projetos”, apontou.
Ardenghy afirmou que, além da capacidade produtiva, o Brasil oferece estabilidade geopolítica rara no cenário atual. “Aqui não tem terrorismo, não tem conflito militar.”
Segundo ele, os portos brasileiros seguem abertos e o país não enfrenta gargalos estratégicos como o Estreito de Ormuz. “É o momento de aproveitar”, ressaltou.
O presidente do IBP defendeu a continuidade dos leilões da ANP para ofertar novas áreas exploratórias e atrair grupos estrangeiros. Ele afirmou que ainda existem diversas regiões brasileiras pouco exploradas e com grande potencial de petróleo e gás.
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Ardenghy também citou oportunidades imediatas por meio dos leilões da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.), estatal que comercializa a parcela de petróleo da União nos contratos de partilha. “Quem precisa de óleo hoje pode ir a um leilão da PPSA e adquirir esse petróleo”, explicou.
Apesar do avanço das renováveis, Ardenghy disse que o petróleo continuará central para a economia global por muitos anos.
Segundo ele, o atual conflito no Oriente Médio comprova o grau de dependência mundial da commodity. “Sem petróleo você não transporta coisas, não tem petroquímica, não tem plástico e inúmeros produtos”, afirmou.
Ele reconheceu que projetos petrolíferos levam tempo para maturar, sobretudo em águas profundas e ultraprofundas, mas ressaltou o potencial de retorno econômico no longo prazo.
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