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Reino Unido se prepara para possíveis escassezes de alimentos devido ao conflito no Oriente Médio
Publicado 16/04/2026 • 20:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 16/04/2026 • 20:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Px Here
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O governo britânico teme uma possível escassez de dióxido de carbono (CO₂), que poderia afetar a indústria agroalimentar, e já prepara medidas caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado devido ao conflito no Oriente Médio, informou o jornal The Times na quinta-feira (16).
Segundo o periódico, o governo analisou esse cenário, entre outros, durante uma recente reunião de crise organizada para avaliar as consequências de um prolongamento do conflito, iniciado em 28 de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Leia também: Reino Unido diz que ‘não apoia’ bloqueio dos EUA ao Irã; França confirma negociações ‘multinacionais’ sobre Ormuz
Nesse contexto, o fornecimento de CO₂ (subproduto, especialmente, da produção de fertilizantes a partir de gás natural) poderia cair cerca de 18%, com impactos em diversos setores, incluindo a agricultura e a indústria de alimentos.
O gás é utilizado no abate de suínos e aves, além de ajudar a prolongar a conservação de alimentos embalados.
Empresas que utilizam CO₂ na produção de cerveja também poderiam ser afetadas.
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Siga o Times | CNBC“Não quero comentar um vazamento, mas, já que a informação está circulando, espero que as pessoas se sintam tranquilas ao saber que estamos trabalhando nisso”, afirmou o ministro de Empresas e Comércio, Peter Kyle, à Sky News, ao ser questionado sobre a reportagem do The Times.
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Uma redução no fornecimento de CO₂ não deve causar grandes desabastecimentos nos supermercados, mas pode reduzir a variedade de produtos disponíveis, segundo o jornal, que teve acesso ao documento que descreve esse cenário.
Para lidar com uma eventual situação como essa, o governo considera diferentes medidas, como priorizar setores essenciais, incluindo saúde e energia nuclear civil — onde o CO₂ é usado no resfriamento de reservas de sangue, órgãos e vacinas, além de contribuir no fornecimento de eletricidade.
O governo também pode solicitar que empresas produtoras de CO₂ aumentem sua produção.
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