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Qatar derruba aviões iranianos enquanto Teerã amplia ataques a instalações de petróleo e gás no Golfo
Publicado 02/03/2026 • 21:52 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/03/2026 • 21:52 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O Qatar abateu dois bombardeiros iranianos e suspendeu a produção de gás natural liquefeito (GNL) nesta segunda-feira (2), enquanto Teerã ampliou seus ataques para atingir instalações de petróleo na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, aprofundando uma crise no Golfo que fez os preços da energia dispararem.
A força aérea do Qatar derrubou dois Sukhoi Su-24, informou o ministério da Defesa, marcando a primeira vez que um país do Golfo atinge aeronaves iranianas. A ofensiva ocorre após o Irã iniciar ataques em toda a região em retaliação a bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, que teriam devastado sua liderança.
Os ataques retaliatórios iranianos atingiram portos, aeroportos, prédios residenciais, hotéis e instalações militares em toda a região rica em petróleo e aliada histórica dos Estados Unidos.
Desde o início da ofensiva, seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, segundo balanços oficiais.
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Com a escalada atingindo o setor energético, a QatarEnergy, uma das maiores exportadoras de GNL do mundo, suspendeu a produção após ataques com drones a duas de suas instalações.
Os mercados reagiram imediatamente: os preços do gás natural na Europa saltaram mais de 50%, enquanto o petróleo avançou quase 9%, diante do temor de interrupções no fornecimento global.
“A Força Aérea do Emir do Qatar abateu com sucesso duas aeronaves (Su-24) vindas da República Islâmica do Irã”, afirmou o ministério da Defesa, sem mencionar o destino das tripulações.
Até o momento, os Exércitos do Golfo vinham se concentrando em interceptar as centenas de mísseis e drones lançados pelo Irã após os bombardeios conjuntos de EUA e Israel que mataram o líder supremo iraniano.
Uma fonte próxima ao governo da Arábia Saudita alertou que um ataque coordenado iraniano contra instalações petrolíferas poderia desencadear uma resposta militar direta.
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O aviso veio após um ataque com drone à refinaria de Ras Tanura, da Saudi Aramco – uma das maiores da região –, que obrigou a suspensão parcial das operações.
“Depende se isso for visto como um ataque direto à Aramco pela liderança iraniana ou um drone fora de controle”, disse a fonte à AFP, referindo-se à estatal petrolífera saudita.
A Arábia Saudita poderia atingir instalações petrolíferas iranianas caso Teerã realize um ataque coordenado contra a Aramco, acrescentou a fonte.
Outra fonte afirmou à AFP que o Exército saudita elevou seu nível de prontidão para ‘alerta máximo’.
Em Abu Dhabi, um drone atingiu um terminal de tanques de combustível, provocando um incêndio, embora as operações não tenham sido afetadas.
“As autoridades de Abu Dhabi responderam hoje a um incêndio resultante do ataque a um terminal de combustível em Musaffah por um drone. A situação foi rapidamente controlada. Não houve feridos e não houve impacto nas operações”, informou o Gabinete de Mídia de Abu Dhabi em comunicado.
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O bombardeio sem precedentes do Irã abalou uma região há muito vista como um oásis de estabilidade em meio ao turbulento Oriente Médio.
Explosões foram ouvidas em Dubai, Abu Dhabi, Doha e Manama nesta segunda-feira. A analista de segurança Anna Jacobs classificou a guerra como um “cenário de pesadelo” para o Golfo.
“Esse tipo de ataque simplesmente destrói completamente a imagem desses países como porto seguro”, afirmou à AFP.
Mais cedo, fumaça foi vista saindo da embaixada dos Estados Unidos na Cidade do Kuwait, segundo um correspondente da AFP. A missão diplomática não confirmou ter sido atingida, mas alertou a população para evitar a área.
Três caças F-15E Strike Eagle foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait em um incidente de fogo amigo no domingo à noite, informou o Comando Central dos EUA.
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As tripulações conseguiram se ejetar em segurança.
Estilhaços atingiram a refinaria de Mina Al Ahmadi, uma das maiores do Kuwait, ferindo dois trabalhadores, mas sem interromper a produção, segundo a Kuwait National Petroleum Company.
No norte do Kuwait, fumaça foi vista sobre uma usina de energia, relataram testemunhas à AFP. Uma porta-voz do Ministério da Energia disse que um contêiner de combustível foi atingido por estilhaços após a interceptação de um drone.
O Kuwait registrou 19 feridos nesta segunda-feira, informou o Ministério da Saúde. O pequeno país rico em petróleo abriga uma grande presença militar dos Estados Unidos.
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O Bahrein confirmou sua primeira morte, quando destroços de um míssil interceptado provocaram um incêndio em um navio no porto de Salman, matando um trabalhador asiático e ferindo gravemente outros dois, segundo o Ministério do Interior.
A Itália anunciou que está ajudando a evacuar centenas de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos, país majoritariamente composto por expatriados, que suspendeu voos no sábado.
Voos limitados foram retomados em Dubai – o aeroporto mais movimentado do mundo para passageiros internacionais – e em Abu Dhabi nesta segunda-feira. Ainda assim, milhares de turistas permanecem retidos no país.
Apesar de dias de ataques, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país não tem “hostilidade” contra os países do Golfo, durante conversa com seu homólogo da China.
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