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China defende direito do Irã de reagir a ofensiva e cobra cessar-fogo imediato no Oriente Médio
Publicado 02/03/2026 • 14:37 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 02/03/2026 • 14:37 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A China afirmou que reconhece o direito do Irã de defender sua soberania, independência e dignidade, reforçando também apoio à proteção dos interesses legítimos iranianos em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.
A posição foi formalizada após telefonema entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, e o chanceler chinês, Wang Yi, realizado a pedido da parte iraniana, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores da China.
De acordo com o comunicado, Araghchi relatou a situação atual na região, acusando os Estados Unidos de lançarem uma “segunda guerra” contra o Irã enquanto ainda estavam em curso negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.
Acusações e reação diplomática
Segundo a nota oficial, o chanceler iraniano afirmou que, apesar de “progressos positivos” nas negociações, as ações norte-americanas “violam todo o direito internacional e ultrapassam as linhas vermelhas do Irã”. Diante disso, declarou que o país “não tem outra escolha senão se defender com todas as suas forças”.
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O comunicado destaca ainda que a China reiterou sua postura de “imparcialidade e justiça”, manifestando expectativa de continuar desempenhando “papel positivo na prevenção da escalada das tensões regionais”.
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Durante a conversa, Wang Yi afirmou que Pequim instou Estados Unidos e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, com o objetivo de evitar uma escalada mais ampla e impedir que o conflito se espalhe por todo o Oriente Médio.
O chanceler chinês também declarou confiança de que, diante do cenário “grave e complexo”, o Irã será capaz de manter a estabilidade nacional e social, considerar as preocupações legítimas dos países vizinhos e garantir a segurança de cidadãos e instituições chinesas em território iraniano. Em resposta, Araghchi afirmou que Teerã fará todo o possível para proteger o pessoal e as estruturas da China no país.
Leia também: EUA x Irã: quem são os principais políticos envolvidos no conflito armado
Ainda segundo o representante iraniano, Wang Yi transmitiu, em nome do governo e do povo chinês, condolências pelo martírio do aiatolá Khamenei, líder supremo da Revolução Islâmica.
Araghchi também mencionou a morte de civis iranianos, incluindo crianças e 171 meninas em idade escolar em uma escola na cidade de Minab, além de ataques contra hospitais. O chanceler reforçou que a comunidade internacional deve condenar firmemente a agressão militar dos EUA e de Israel e a morte de civis no Irã.
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