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CNBCExclusivo: Conflito no Irã ameaça turismo global avaliado em US$ 11,7 trilhões e afeta milhões de viajantes

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Cerca de 35 mil pessoas estão retidas no Golfo devido à guerra, afirma OMI

Publicado 05/03/2026 • 13:14 | Atualizado há 3 horas

AFP

KEY POINTS

  • Cerca de 35 mil pessoa – sendo 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros – estão retidas na região do Golfo, após a escalada da guerra no Oriente Médio e a paralisação do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de energia.
  • A Organização Marítima Internacional (OMI) alerta para uma crise humanitária envolvendo tripulações civis, enquanto incidentes com navios já deixaram dois mortos e seis feridos desde os primeiros ataques contra o Irã.
  • O tráfego no Estreito de Ormuz caiu cerca de 90%, segundo a Kpler, enquanto empresas de navegação suspendem rotas e o setor marítimo classifica a área como “zona de guerra”, ampliando direitos de repatriação de marinheiros.

Cerca de “20 mil marinheiros e 15 mil passageiros” estão retidos no Golfo devido à guerra no Oriente Médio e à paralisação do Estreito de Ormuz, afirmou o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez.

A OMI, agência da ONU responsável pela segurança marítima, está “pronta para colaborar com todas as partes interessadas para contribuir para garantir a segurança e o bem-estar dos marinheiros”, afirmou o panamenho Domínguez.

A Guarda Revolucionária, força responsável pelas operações externas do Irã, afirmou na quarta-feira ter o controle “total” do Estreito de Ormuz, um corredor marítimo estratégico por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.

Desde os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no sábado, a OMI registrou sete incidentes envolvendo navios no estreito, com um total de dois mortos e seis feridos. “Além do impacto econômico desses ataques alarmantes, esta é uma questão humanitária. Nenhum ataque contra marinheiros inocentes se justifica”, disse Domínguez.

Leia também: Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça atacar navios

“Reitero meu apelo a todas as empresas de navegação para que exerçam a máxima cautela ao operar na região afetada”, acrescentou o secretário-geral da organização.

Nesse contexto de extrema tensão, as principais empresas de navegação globais suspenderam as viagens de seus navios com destino ao Golfo e estão desviando suas cargas.

Domínguez instou “todas as partes a intensificarem seus esforços para desarmar a situação o mais rápido possível”, para que a navegação marítima possa retornar à normalidade.

O tráfego no Estreito de Ormuz – por onde passa aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) – caiu 90%, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Kpler, empresa internacional de análise de dados sobre energia e transporte marítimo.

Leia também: Maersk suspende passagem de seus navios pelo Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, o Golfo e o Golfo de Omã foram classificados nesta quinta-feira como “zona de guerra” pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores de todo o mundo.

Essa designação concede direitos ampliados aos marinheiros, incluindo solicitar repatriação às custas das operadoras.

Essa designação responde à “dimensão das perturbações e dos riscos enfrentados pelas tripulações civis na região”, explicaram ambas as partes em uma declaração conjunta, mencionando “centenas” de navios bloqueados no Golfo.

O presidente americano, Donald Trump, declarou na terça-feira que a Marinha de seus país poderia escoltar petroleiros “se necessário” pelo estreito.

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