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Guerra no Oriente Médio atua como teste de resiliência para a internacionalização de empresas

Publicado 02/05/2026 • 03:00 | Atualizado há 7 horas

KEY POINTS

  • Guerra no Oriente Médio eleva custos e testa a internacionalização de empresas brasileiras.
  • Alta do petróleo impacta logística, contratos e exige maior resiliência financeira.
  • Empresas com operação global estruturada ganham competitividade e novas oportunidades.

Foto: Unsplash.

Guerra no Oriente Médio pressiona custos e testa empresas brasileiras no exterior, destacando desafios e chances na internacionalização.

A guerra no Oriente Médio tem funcionado como um verdadeiro teste de resistência para empresas brasileiras com atuação internacional. A escalada do conflito, que impacta diretamente os preços do petróleo e a logística global, vem pressionando custos e exigindo maior preparo financeiro e estratégico das companhias.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Lisandro Vieira, CEO da WTM, explica que o cenário atual diferencia empresas que apenas exportam daquelas que possuem uma operação global estruturada. “O conflito está servindo para mostrar quem tinha preparação para se inserir no mercado internacional e quem só exportava”, afirmou.

O aumento nos custos de transporte e seguros, aliado à disrupção no fornecimento de energia, já traz efeitos imediatos. “Já afetou preço de transporte, de seguro e causou uma das maiores disrupções da história no fornecimento de petróleo”, disse Vieira.

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Para o executivo, o momento funciona como um “teste de maturidade” e de solidez financeira das empresas. “É um stress test para o caixa. Você leva mais tempo para receber, tem mais custos para transportar e precisa honrar compromissos mesmo assim”, explicou.

Nesse contexto, estratégias logísticas eficientes e gestão de caixa tornam-se determinantes para manter operações e relações comerciais no exterior. “Se você não honra seus compromissos, pode perder a confiança do cliente lá fora”, alertou.

Apesar dos desafios, o cenário também abre oportunidades para empresas mais estruturadas. Segundo Vieira, a internacionalização, que vai além da simples exportação, é um diferencial competitivo. “Não é só vender para fora, é ter fornecedores, produção e parceiros estratégicos em outros países para não parar a cadeia”, destacou.

Ele afirma que empresas brasileiras mais maduras têm conseguido demonstrar resiliência e fortalecer parcerias internacionais. “O conflito está separando os níveis de maturidade das empresas”, disse.

O CEO também chama atenção para a importância de consistência nas relações comerciais. “O brasileiro muitas vezes exporta quando o dólar está alto e recua quando cai. Isso não constrói relações de longo prazo”, avaliou.

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Além da indústria tradicional, setores como tecnologia e software também ganham espaço no processo de internacionalização. “O Brasil é um ótimo produtor de serviços digitais, e esse segmento é mais resiliente a momentos de crise”, afirmou.

Segundo Vieira, empresas de tecnologia enfrentam menos impactos diretos e podem até encontrar novas oportunidades. “Nesse momento, estou vendo mais oportunidades do que problemas, especialmente no Oriente Médio”, concluiu.

Com a volatilidade global em alta, o conflito reforça a importância de planejamento estratégico, diversificação geográfica e robustez financeira para empresas brasileiras que buscam consolidar sua presença no mercado internacional.

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