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PCC e Comando Vermelho podem entrar na lista de terrorismo dos EUA? Entenda o que isso significa para o Brasil
Publicado 11/03/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 minutos
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Publicado 11/03/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 minutos
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Foto: Unsplash.
PCC e Comando Vermelho podem entrar na lista de terrorismo dos EUA? Entenda o que isso significa para o Brasil
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) podem estar na mira dos Estados Unidos (EUA). Isso porque um novo relatório do país deve classificar as duas facções como organizações terroristas.
Desde janeiro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, já ameaçava que as facções poderiam entrar na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, em inglês). Agora, essa possibilidade pode se concretizar em algumas semanas.
De acordo com a colunista Mariana Sanches, fontes ligadas ao governo estadunidense afirmaram que o processo técnico que sustenta a classificação está concluído. Atualmente, o relatório passa por outras etapas políticas e burocráticas antes de formalizar a entrada das duas facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, em inglês).
Em caso de aprovação, o anúncio da lista virá nos próximos dias, pelo Departamento de Estado dos EUA. Dessa forma, as facções podem ser enquadradas ao lado de cartéis mexicanos e grupos armados, como acontece na Colômbia e no Haiti.
Leia também: Caso Master: CPI do crime organizado pede quebra de sigilos da Reag para investigar possíveis conexões com o PCC
Embora não concretizada, a medida já levanta preocupações. Isso porque essa classificação pode ser utilizada de pretexto para uma possível invasão no território brasileiro ou aplicação de sanções econômicas.
Além disso, Washington pode também:
Nesse sentido, segundo o The Guardian, em 2024, o FBI acreditava que o PCC e o Comando Vermelho tinham células em 12 estados dos EUA, como Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Flórida, Connecticut e Tennessee.
Na prática, se o PCC e o CV forem entendidos internacionalmente como organizações terroristas, abre-se caminho para que a defesa norte-americana planeje ações militares contra o Brasil.
De acordo com o jornal ENCA, o presidente Lula pediu ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que reforce a cooperação de defesa, pois ambos os países estão vulneráveis a invasões:
“Não sei se o camarada Ramaphosa se dá conta de que, se não nos prepararmos em termos de defesa, um dia alguém nos invadirá. Precisamos unir nosso potencial e ver o que podemos produzir juntos, construir juntos. Não precisamos continuar comprando armas de fornecedores estrangeiros”, disse Lula a Ramaphosa.
Ainda nesse contexto, o governo brasileiro já está agindo para dialogar com os EUA, por meio do Ministério das Relações Exteriores.
Nesse aspecto, uma possível cooperação contra o crime organizado poderia ser pauta de um próximo encontro entre Lula e Trump, previsto para março ou abril. Contudo, se a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas sair antes, a relação entre os países pode ser prejudicada.
Além do risco de invasão e sanções, há ainda outras possíveis implicações. De acordo com Sanches, empresas sediadas onde organizações terroristas operam podem enfrentar mais riscos legais.
Nesse caso, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pode aplicar sanções por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
Por fim, destaca-se que a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas faz parte da estratégia atual do governo dos EUA. Ou seja, de tratar o terrorismo e o narcotráfico com a mesma equivalência. Essa abordagem permite atacar cartéis fora do território dos EUA, embora questione-se essa prática juridicamente.
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