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Allianz Parque atinge a marca de 8 milhões de pessoas em uma década de shows

Publicado 11/03/2026 • 19:17 | Atualizado há 3 horas

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Felipe Machado

Felipe Machado é analista de economia e negócios do canal Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC. É jornalista, escritor e guitarrista fundador da banda VIPER

Divulgação/Allianz

Allianz Parque se consolidou como um dos principais espaços de show no Brasil

O Allianz Parque atingiu nesta sexta-feira (13) uma marca que poucos espaços de entretenimento no mundo podem ostentar: 8 milhões de pessoas reunidas em shows desde sua inauguração, em novembro de 2014.

O número foi completado durante a estreia de Luan Santana na arena paulistana — um detalhe simbólico que une o pop sertanejo à trajetória de um equipamento que se tornou referência continental no mercado de entretenimento ao vivo.

Em pouco mais de uma década de operação, o Allianz Parque acumula 264 shows — 147 internacionais e 117 nacionais —, 31 festivais que reuniram cerca de 900 mil pessoas e um casting de 443 artistas. Os números colocam a arena não apenas no topo do Brasil, mas na liderança absoluta da América do Sul.

Segundo a Pollstar, publicação de referência do setor global de shows, o espaço foi o mais visitado e o que mais vendeu ingressos no continente entre dezembro de 2024 e novembro de 2025 — com 1,3 milhão de espectadores em 33 apresentações, quase o triplo do segundo colocado, o Estádio El Campín, em Bogotá.

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A história começou com altura máxima: Paul McCartney inaugurou a programação musical da arena com dois shows em novembro de 2014, atraindo 90 mil fãs. O ex-Beatle segue como o artista com mais apresentações no local — dez ao todo, com 450 mil espectadores. No lado nacional, Chitãozinho & Xororó detêm o recorde de público brasileiro: 320 mil pessoas em dez noites.

O calendário de 2026 já comprova que o ritmo não desacelera. Após receber Bad Bunny no início do ano, a arena tem 19 shows confirmados, com nomes como Djavan, Xuxa e Iron Maiden — uma curadoria que atravessa gerações e gêneros.

Por trás dos 8 milhões de espectadores, há uma estratégia de negócios sofisticada. Em 2013, a WTorre e a AEG negociaram os naming rights da arena com a seguradora alemã Allianz — que também dá nome a estádios do Bayern de Munique, da Juventus e de outros clubes europeus — em um contrato de 20 anos com opção de renovação por mais 10.

O valor estimado do acordo gira em torno de R$ 300 milhões, o que representa cerca de R$ 15 milhões anuais — um dos maiores contratos do tipo no Brasil. Hoje, a arena conta com 15 patrocinadores, entre naming rights, sector rights e parcerias de exclusividade em alimentos e bebidas, além de 160 camarotes com taxa de ocupação de 92% — os mais valorizados chegam a R$ 1 milhão por temporada. Em 2024, a operação arrecadou mais de R$ 240 milhões, valor que não inclui a bilheteria dos jogos do Palmeiras.

Mais do que um palco, o Allianz Parque consolidou-se como ativo estratégico da indústria cultural brasileira — o tipo de infraestrutura que atrai produções internacionais de grande porte e coloca São Paulo no roteiro obrigatório das maiores turnês do mundo.

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