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CNBCTrump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã

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Petróleo recua mais de 5% após Irã indicar passagem segura em Ormuz e aliviar tensão geopolítica

Publicado 25/03/2026 • 07:09 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo caíram acentuadamente nesta quarta-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington está negociando com Teerã.
  • O Irã negou a existência de conversas diretas, deixando operadores diante de sinais contraditórios sobre o avanço diplomático.
  • O Goldman Sachs afirmou que o petróleo vem sendo negociado sob um prêmio de risco geopolítico, enquanto permanecem elevadas as preocupações com a oferta no Oriente Médio.
Plataforma de petróleo

Foto: Unsplash

Plataforma de petróleo

O petróleo recuou mais de 5% nesta quarta-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington e Teerã estão “negociando neste momento” e indicar que o Irã está disposto a alcançar um acordo de paz — apesar de a República Islâmica negar qualquer negociação direta com os EUA.

O contrato do Brent, referência internacional, caiu 5,5%, para US$ 98,72 por barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) recuou 5,1%, para US$ 87,65 por barril.

Leia também: Alta do petróleo eleva receitas, mas amplia risco de inflação e juros altos, avalia economista

Falando do Salão Oval, Trump disse que recuou de sua ameaça anterior de realizar ataques à infraestrutura energética iraniana “com base no fato de que estamos negociando”.

“Eles estão conversando conosco e estão sendo sensatos”, afirmou Trump ao ser questionado sobre a mudança de postura.

Mais tarde, na terça-feira, o The New York Times informou, citando duas autoridades não identificadas, que os EUA enviaram ao Irã uma proposta com 15 pontos com o objetivo de encerrar o conflito.

De acordo com a reportagem, ainda não está claro até que ponto a proposta, entregue por meio do Paquistão, foi disseminada entre autoridades iranianas. Também é incerto se Israel, que realiza ataques contra o Irã ao lado dos EUA, apoiaria o plano.

O porta-voz do comando militar conjunto do Irã indicou que os mercados de petróleo devem permanecer voláteis, alertando que os preços não devem se normalizar até que a estabilidade regional seja assegurada sob controle militar iraniano, segundo a Reuters.

Separadamente, a missão do Irã nas Nações Unidas afirmou na terça-feira que embarcações “não hostis” poderão atravessar o estrategicamente importante Estreito de Ormuz, desde que coordenem a passagem “com as autoridades iranianas competentes”.

A publicação em rede social sugere a formalização de um protocolo que emergiu nos últimos dias, permitindo que alguns navios da China, Índia e Paquistão transitem pela rota marítima enquanto o Irã reforça seu controle sobre a região.

A crise no Oriente Médio tem afetado severamente as exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz desde que EUA e Israel iniciaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro. O corredor marítimo responde, em condições normais, por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), além de ser um ponto crítico para o comércio de fertilizantes.

A atual interrupção no fornecimento de petróleo representa o maior choque em décadas quando medida como proporção da oferta global, afirmou Daan Struyven, co-chefe de pesquisa global de commodities do Goldman Sachs, em conversa com a imprensa, destacando o nível incomum de incerteza nos mercados.

O banco observou que os movimentos de preços no curto prazo têm sido menos influenciados por mudanças no cenário-base e mais por alterações na probabilidade percebida de cenários extremos. Na prática, o petróleo vem sendo negociado com um prêmio de risco geopolítico, à medida que investidores buscam proteção contra interrupções prolongadas e estoques criticamente baixos, segundo o Goldman.

O cenário-base do banco considera que os fluxos pelo Estreito de Ormuz devem se normalizar em abril, ao longo de um período de quatro semanas.

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