CNBC
JPMorgan.

CNBCJamie Dimon alerta que JP Morgan pode repensar nova sede em Londres caso Starmer deixe cargo de premiê do Reino Unido

Economia Brasileira

Alta do petróleo eleva receitas, mas amplia risco de inflação e juros altos, avalia economista

Publicado 25/03/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Bloqueio do Estreito de Ormuz pressiona oferta global de petróleo e gás e pode gerar disrupção inédita no mercado energético.
  • Alta da commodity beneficia exportações brasileiras, mas aumenta inflação e risco de desabastecimento de combustíveis.
  • Impactos se estendem ao agronegócio, com pressão sobre fertilizantes e alimentos, elevando riscos para a economia.

A escalada dos preços do petróleo, impulsionada pela tensão no Oriente Médio, tem efeitos ambíguos para a economia brasileira, ao mesmo tempo em que eleva receitas externas e pressiona a inflação, afirmou o economista Adriano Pires, sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Segundo ele, o fechamento do Estreito de Ormuz representa um evento inédito e crítico para o mercado global de energia. “Isso nunca aconteceu antes. Sempre houve ameaça, mas agora está acontecendo de fato e causando uma situação complicada”, disse, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta segunda-feira (23)

Pires destacou que o impacto vai além do petróleo. “Por ali passa cerca de 20% do petróleo e 25% do gás natural do mundo. É uma disrupção que o mercado nunca viu”, explicou, ressaltando que ataques recentes a infraestruturas energéticas na região elevam ainda mais os riscos.

Leia também: Movimento pontual ou estrutural: Ibovespa registra 5ª maior alta diária desde 2021 com reprecificação de risco

De acordo com o economista, se o conflito persistir, o cenário pode se agravar significativamente. “Se continuar com ataques a infraestrutura, o preço pode ser qualquer um, porque você terá uma quebra de oferta sem precedentes”, pontuou.

No caso do Brasil, ele avalia que há ganhos e perdas. “A notícia boa é que o país é exportador de petróleo. A ruim é que importa diesel e gasolina”, disse, destacando que a alta da commodity tende a pressionar os preços internos de combustíveis.

Pires alertou ainda para o risco de desabastecimento caso os preços internos não acompanhem o mercado internacional. “Se o diesel continuar mais barato que lá fora, você reduz a importação e aumenta o risco de falta”, apontou.

Leia também: MundoTrump diz que petróleo “vai despencar” com acordo e afirma avanço nas negociações com o Irã

Segundo ele, esse movimento já começa a aparecer. “Já há relatos de falta de diesel e também de corrida para estocagem, o que agrava ainda mais o problema.

Os efeitos também atingem o agronegócio, especialmente pelo impacto sobre fertilizantes. “Cerca de 30% da ureia que o Brasil importa passa por essa região, e o país depende de 80% de fertilizantes importados”, explicou.

Para o economista, isso pode gerar uma nova frente inflacionária. “Além do combustível, você pode ter aumento de alimentos, já que o custo do fertilizante também sobe”, contou.

Diante desse cenário, Pires avalia que o maior risco está na combinação de choques. “Estamos diante de um cenário que o mundo nunca viu, com risco simultâneo para petróleo e gás”, disse.

Ele também criticou a possibilidade de intervenção nos preços domésticos. “A gente já viu esse filme: controlar preços nunca deu certo e pode levar a problemas maiores, inclusive para a Petrobras”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira