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Superbet cresce sob pressão judicial e CEO fica no centro de polêmica sobre bets
Publicado 25/03/2026 • 13:19 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 25/03/2026 • 13:19 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Superbet ganhou espaço de forma rápida no mercado brasileiro, ocupou propriedades relevantes do futebol e virou uma das marcas mais visíveis do setor de apostas. Ao mesmo tempo, a operação da empresa no país passou a conviver com um ambiente de pressão judicial, regulatória e institucional.
Levantamento realizado pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC identificou dezenas de ações ligadas à estrutura brasileira da Superbet, em um pacote que reúne disputas de consumo e uma frente coletiva sensível em Goiás, onde o Ministério Público levou à Justiça a discussão sobre ludopatia, superendividamento e dever de informação. No caso goiano, a Justiça determinou que plataformas de apostas exibam alertas ostensivos sobre os riscos do jogo, com avisos sobre vício e endividamento, além de medidas de transparência e preservação de histórico de transações.
Mas a pressão não vem só do Judiciário. A Superbet também esteve entre as empresas notificadas pelo Serviço Nacional de Apoio ao Consumidor (Senacon), que cobrou esclarecimentos do setor sobre publicidade, bônus, proteção de menores, prevenção ao endividamento e canais de atendimento ao consumidor. Isso indica que, para as autoridades, o mercado de apostas deixou de ser visto apenas como um negócio em expansão e passou a ser tratado também como atividade de risco.
No plano individual, o levantamento da reportagem mostra que a litigiosidade ligada à operação da empresa vai além do processo coletivo estaudal. Há ações envolvendo práticas abusivas, dano material, dano moral, cláusulas abusivas, obrigação de fazer e publicidade, além de casos em que a empresa divide o polo passivo com intermediárias de pagamento. O conjunto, por si só, não autoriza concluir que exista irregularidade sistêmica, mas mostra que a Superbet está inserida em um mercado cada vez mais pressionado por autoridades e pelo próprio ambiente do futebol.
No centro dessa engrenagem está Alexandre de Carvalho Fonseca, hoje o principal rosto da Superbet no Brasil. Administrador de formação, ele construiu carreira no mercado de games, apostas e entretenimento digital e passou por empresas como Lottoland e Kaizen Gaming, grupo dono da Betano. Foi nesse período que ganhou projeção no mercado brasileiro de apostas esportivas.
Alexandre chegou à Betano em um momento de expansão da marca no país e se tornou um dos executivos mais visíveis da operação brasileira. Em 2023, deixou a empresa para assumir o comando da Superbet no Brasil. À época, em entrevistas, afirmou que o objetivo era repetir na nova casa o sucesso que havia alcançado na atual concorrente.
Hoje, ele está à frente de uma operação que ampliou rapidamente a presença no esporte brasileiro. Em janeiro de 2026, a CBF anunciou a parceria da marca para a Supercopa Rei Superbet 2026, que consolidou a presença da companhia em um dos principais ativos do calendário esportivo nacional.
No material analisado pela reportagem, Alexandre também aparece em registros societários ligados à estrutura brasileira da companhia e em um circuito que mistura apostas, futebol e exposição pessoal. Além de executivo do setor, ele cultiva uma imagem pública ligada ao automobilismo: aparece no site oficial da Porsche Cup Brasil como piloto da classe Trophy e utiliza o perfil nas redes para se apresentar simultaneamente como CEO da Superbet e piloto da categoria.
A passagem de Alexandre Fonseca pelo mercado de apostas já chamava atenção do Congresso antes de sua chegada à Superbet. O seu nome entrou no radar da CPIFUTE, da Câmara dos Deputados, comissão criada para investigar manipulação de resultados e os bastidores econômicos do futebol. O requerimento para ouvi-lo foi apreciado em junho de 2023 e transformado em convite. Não há, porém, registro de que ele tenha prestado depoimento antes do encerramento da comissão.
Foi nesse contexto que surgiu um dos episódios mais sensíveis de sua trajetória. Em depoimento oficial à comissão, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) questionou por que Alexandre Fonseca, então gerente-geral da Betano no Brasil, estaria negociando a compra de direitos do Campeonato Brasileiro com clubes. A resposta veio de Bruno Rodrigues, sócio da BRAX, uma das empresas mais influentes do mercado de comercialização esportiva. Segundo ele, Fonseca participou de negociações envolvendo a BRAX e atuava como “uma espécie de representante da Brax na comercialização” de cotas de patrocínio voltadas ao segmento de apostas. Perguntado se houve pagamento da BRAX a Alexandre Fonseca, Bruno respondeu: “sim”.
Na Câmara, Alexandre chegou a ser alvo de movimento para ser ouvido na CPIFUTE. Mais tarde, seu nome também apareceu em requerimento que pedia quebra de sigilo bancário em frente parlamentar voltada ao setor, embora a medida não tenha avançado por causa do encerramento da comissão.
No Senado, já com o nome ligado à Superbet, ele voltou ao radar da CPI das Bets: primeiro em um pedido de convocação que acabou não sendo apreciado; depois, em um convite aprovado para prestar esclarecimentos. Há também registro, nos documentos reunidos pela reportagem, de que o executivo manifestou disposição para colaborar com os trabalhos da comissão.
O elo entre Alexandre e a BRAX não ficou restrito ao documento oficial da Câmara. Em entrevista ao portal ge.com em outubro de 2023, o próprio Bruno Rodrigues disse que o executivo começou a dar suporte a negociações da empresa no segmento de apostas, ajudou a consolidar o plano de negócios da BRAX nessa área e recebeu por serviços prestados, embora sem vínculo formal com a companhia. Segundo Bruno, a relação teria sido transparente. Ainda assim, o episódio ajuda a explicar por que Alexandre se tornou um personagem sensível no circuito que liga bets, futebol e comercialização esportiva.
Atualmente a BRAX, responsável por negociar publicidade e naming rights da Série B, tenta renegociar o contrato da competição depois de perder a janela de saída sem multa e ficar exposta a uma penalidade estimada em R$ 300 milhões. Segundo reportagem publicada há poucos dias, a empresa atribui a crise à forte queda de audiência do torneio e à ausência da TV Globo na transmissão da competição.
Leia também: Bets: quem são os apostadores que mais se endividam no Brasil? Veja o perfil dos jogadores
Se a trajetória de Alexandre Fonseca ajuda a explicar quem conduz a Superbet no Brasil, os processos ajudam a mostrar em que ambiente essa operação se expandiu.
No material reunido pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, há ações de consumo que tratam de jogo e aposta, publicidade, dano material, dano moral e cláusulas abusivas.
Gilson de Souza Silva, advogado, chama atenção para o contraste entre a imagem pública de expansão e o contencioso que corre em paralelo. “O contraste entre a imagem de sucesso e glamour e a realidade de processos judiciais é extremamente prejudicial”, diz. Na leitura dele, esse tipo de passivo pesa ainda mais quando a marca busca consolidação por meio de patrocínios esportivos e exposição massiva ao público.
No caso da Superbet, essa equação ficou mais evidente à medida que a empresa avançou no mercado brasileiro e passou a ocupar espaços centrais no futebol, ao mesmo tempo em que o setor se tornou alvo de ações públicas, notificações de órgãos de defesa do consumidor e escrutínio crescente no Congresso.
Procurada pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a Superbet afirmou que atua no Brasil “ seguindo padrões rigorosos de governança, compliance e proteção ao consumidor.”
A companhia ainda informou que o processo em Goiás foi extinto sem resolução de mérito. Já sobre
Alexandre Fonseca, a empresa afirmou que o executivo é “um dos profissionais mais respeitados no segmento e atua em total alinhamento e ausência de conflitos com a companhia”.
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