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MP investiga Carrefour, Casas Bahia e outras quatro empresas por suspeita de fraude fiscais em SP

Publicado 27/03/2026 • 10:34 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Carrefour, Casas Bahia, Caoa, Center Castilho, Ipiranga e Kalunga estão entre as empresas investigadas na Operação Fisco Paralelo, deflagrada nesta quinta-feira (26) pelo Ministério Público de São Paulo.
  • A operação apura um suposto esquema bilionário de corrupção instalado na Secretaria da Fazenda do Estado, com foco na manipulação de procedimentos fiscais e na liberação irregular de créditos tributários.
  • Uma das frentes da operação teve como alvo a head de tributos do Carrefour, Luciene Petroni Castro Neves, que foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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Carrefour, Casas Bahia, Caoa, Center Castilho, Ipiranga e Kalunga estão entre as empresas investigadas na Operação Fisco Paralelo, deflagrada nesta quinta-feira (26), pelo Ministério Público de São Paulo. As informações foram confirmadas pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

A operação apura um suposto esquema bilionário de corrupção instalado na Secretaria da Fazenda do Estado, com foco na manipulação de procedimentos fiscais e na liberação irregular de créditos tributários.

Leia também: MP deflagra operação contra corrupção e fraudes fiscais em São Paulo

Segundo a promotoria, o grupo atuaria na manipulação indevida de procedimentos fiscais, com foco no ressarcimento de ICMS-ST e na liberação irregular de créditos acumulados de ICMS.

De acordo com o MP, as apurações apontam para um sistema estruturado de pagamento de propinas em troca de benefícios fiscais, com possível prática de lavagem de dinheiro. A investigação indica que o esquema teria movimentado ao menos R$ 1 bilhão.

Leia também: Operação Fisco Paralelo: o que é esquema de R$ 1 bilhão que envolve o Carrefour

Head do Carrefour é uma das investigadas

Uma das frentes da operação teve como alvo a head de tributos do Carrefour, Luciene Petroni Castro Neves, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. Conforme informações publicadas pelo Estadão, ela teria mantido “intenso contato” com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado pelos investigadores como mentor do esquema. Ele é suspeito de articular a arrecadação de propinas junto a grandes varejistas em troca da liberação acelerada de créditos de ICMS-ST.

Leia também: Executiva do Carrefour é alvo de investigação sobre fraude tributária na Secretaria da Fazenda de SP; empresa apura fatos

Em nota, o Grupo Carrefour Brasil informou que determinou a abertura imediata de uma investigação interna para apurar os fatos relatados.

A companhia afirmou ainda que está à disposição do Ministério Público e da autoridade policial e que não tolera condutas contrárias aos seus valores, mantendo políticas de compliance e governança, além de seguir a legislação vigente.

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