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Fictor se pronuncia após Operação Fallax: o que diz a defesa do CEO

Publicado 27/03/2026 • 13:11 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • A Operação Fallax, realizada pela Polícia Federal nas últimas semanas, busca identificar e desmantelar um esquema criminoso que atua em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.
  • Durante a operação, foi apontada uma possível participação de Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor.
  • Além da participação do CEO e do ex-sócio, Luiz Phillippe Gomes Rubini, o Fictor ainda passa por um momento delicado após o pedido de recuperação judicial em meio a uma tentativa de compra do Banco Master, liquidado pelo BC.
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Foto: Divvulgação/ Fictor

Operação Fallax: quais crimes são investigados no caso que envolve a Fictor

A Operação Fallax, realizada pela Polícia Federal nas últimas semanas, busca identificar e desmantelar um esquema criminoso que atua em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. Durante a operação, foi apontada uma possível participação de Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor.

Além da participação do CEO e do ex-sócio, Luiz Phillippe Gomes Rubini, o Fictor ainda passa por um momento delicado após o pedido de recuperação judicial em meio a uma tentativa de compra do Banco Master, liquidado pelo BC.

Leia também: Lulinha manteve amizade com ex-sócio da Fictor investigado pela PF

Operação Fallax

Segundo a PF, a operação Fallax busca investigar um esquema estruturado e que envolve a cooperação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos nos sistemas internos para permitir saques e transferências irregulares. Dessa forma, os valores eram liberados de forma ilegal.

As apurações ainda indicam que a organização criminosa utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para ocultar a origem dos recursos desviados. Após as fraudes, o dinheiro era pulverizado e convertido em bens de luxo e até criptoativos, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Mandados e bloqueio de ativos

Ao todo, a operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização. Ainda segundo a PF, o prejuízo causado pelo esquema pode ultrapassar R$ 500 milhões.

Envolvimento do CEO e ex-sócio

As investigações da PF sobre Rafael Góis, CEO do Fictor, e do ex-sócio, Luiz Phillippe Gomes Rubini, começaram após a tentativa de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O grupo chegou a anunciar a compra da instituição um dia antes do Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do Master.

Entretanto, mesmo com o fim das atividades do Master e da prisão de Daniel Vorcaro, a dupla agora está na mira da PF por uma suposta participação no esquema citado.

O que diz a Fictor?

De acordo com informações da Agência Brasil, em nota, o Grupo Fictor afirmou que, assim que a defesa tiver acesso ao conteúdo da investigação, irá apresentar os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de esclarecer os fatos.

“Foi realizada hoje [25 de março] diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido”, segundo a nota da empresa.

Leia também: Operação que prendeu CEO da Fictor encontrou 67 celulares, jóias, relógios e arma de fogo

Crimes atribuídos

Caso as informações sobre os possíveis crimes sejam confirmadas pela Polícia Federal, a participação dos envolvidos pode gerar até 50 anos de prisão. A acusação envolve:

  • Organização criminosaorganização criminosa;
  • Estelionato qualificado;
  • Lavagem de dinheiro
  • Gestão fraudulenta;
  • Corrupção ativa e passiva
  • Crimes contra o sistema financeiro nacional.

Apesar das investigações da PF contra a organização criminosa, vale ressaltar que nenhum dos envolvidos do Grupo Fictor obteve prisão decretada. É esperado que os próximos passos da investigação revelem novos desdobramentos sobre o caso.


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