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Hong Kong anuncia corte de impostos para atrair tradings globais de commodities
Publicado 16/04/2026 • 20:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 16/04/2026 • 20:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Hong Kong anunciou um novo incentivo fiscal para empresas de commodities ao reduzir impostos sobre lucros de tradings elegíveis, em estratégia para fortalecer sua posição como centro regional de comércio e reaquecer a atividade portuária.
O governo pretende criar um regime especial para operadores qualificados de commodities físicas, cortando a alíquota sobre lucros para 8,25%, ante os 16,5% cobrados normalmente sobre atividades enquadradas no programa.
A iniciativa abrangerá setores estratégicos, incluindo mineração, e mira grandes grupos internacionais interessados em abrir ou ampliar operações na cidade.
Autoridades locais avaliam que a medida está diretamente ligada às ambições marítimas de Hong Kong.
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O presidente do Hong Kong Maritime and Port Development Board, Moses Cheng, afirmou à CNBC que o comércio de commodities é parte essencial da indústria naval.
Segundo ele, atrair mais tradings para a cidade deve gerar efeito positivo sobre a demanda por fretes e serviços portuários.
“Com essa concessão tributária, haverá aumento no volume de atividades de navegação necessárias, o que sem dúvida beneficiará a indústria marítima”, declarou Cheng.
Historicamente, Hong Kong atua em papel de apoio no comércio global de commodities, explorando vantagens em financiamento comercial, serviços marítimos e arbitragem jurídica.
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Apesar disso, a cidade ainda fica atrás de hubs tradicionais como Singapura, Genebra e Londres, onde estão sediadas grandes casas globais de trading.
Segundo relatório de 2025 do Financial Services Development Council, a participação de Hong Kong no setor segue “relativamente limitada” em comparação com outros centros internacionais.
Mesmo assim, a cidade continua entre os portos de contêineres mais movimentados do planeta, embora tenha registrado queda constante no volume movimentado na última década, à medida que cargas migraram para portos da China continental.
Em 2024, Hong Kong movimentou cerca de 13,7 milhões de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), mantendo-se entre os maiores portos do mundo.
A ofensiva para ampliar o setor ocorre em momento de turbulência internacional, com a guerra no Oriente Médio afetando fluxos de commodities e elevando custos nas cadeias globais de abastecimento.
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A disparada do petróleo elevou significativamente despesas operacionais das empresas de navegação, pressionando margens e levando governos, incluindo Hong Kong, a adotar medidas temporárias de apoio.
“O aumento expressivo no preço do petróleo impacta não apenas a indústria marítima, mas todos os setores comerciais”, afirmou Cheng.
Ele acrescentou que instabilidades como o fechamento do Estreito de Ormuz têm impacto indireto sobre Hong Kong, ao forçar mudanças de rotas marítimas e elevar custos de combustível.
“A instabilidade no Oriente Médio obriga companhias marítimas a redirecionar rotas, o que aumenta de forma significativa os custos operacionais”, disse.
Diante desse cenário, Hong Kong tenta se posicionar como base estável para o comércio global de commodities, usando como trunfos seu sistema jurídico, setor financeiro robusto e conectividade garantida pelo modelo “um país, dois sistemas”.
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Para Moses Cheng, o novo incentivo fiscal reforçará essa vantagem competitiva.
“Com esse novo estímulo tributário, tenho certeza de que traders globais de commodities serão atraídos para se estabelecer em Hong Kong”, afirmou.
Em comparação, Singapura não adota uma alíquota única para o setor, mas oferece incentivos seletivos por meio do programa Global Trader Programme.
No modelo singapuriano, empresas qualificadas podem pagar entre 5% e 10% de imposto sobre receitas elegíveis em operações com petróleo, metais e produtos agrícolas.
Já centros tradicionais como Genebra e Londres não possuem regimes específicos para commodities.
Na Suíça, a tributação corporativa combinada entre níveis federal e cantonal costuma variar entre 11% e 22%, incluindo cerca de 14% a 15% em Genebra.
No Reino Unido, a alíquota corporativa padrão é de 25%, ou 19% para empresas menores.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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