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PF liga Reag a esquema no BRB; advogado preso atuou em operação entre Master e Fictor
Publicado 16/04/2026 • 22:26 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 16/04/2026 • 22:26 | Atualizado há 3 horas
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O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa teria usado fundos geridos pela Reag Investimentos para viabilizar e ocultar o pagamento de propina na forma de imóveis bancados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo a Polícia Federal. De acordo com a investigação, os valores estariam ligados à compra, pelo BRB, de carteiras de crédito apontadas como fraudulentas e inexistentes do Master.
Paulo Henrique Costa foi preso preventivamente nesta quinta-feira (16), na quarta fase da Operação Compliance Zero. O advogado Cléber Lopes, que defende o ex-presidente do BRB, afirmou que a defesa “continua firme na convicção de que ele não praticou crime algum”.
Segundo a PF, uma das estratégias atribuídas a Vorcaro para garantir a aquisição dos créditos pelo BRB foi o repasse oculto de quatro imóveis em São Paulo e dois em Brasília, a título de propina. Ainda de acordo com a investigação, o valor total da operação chegaria a R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos, segundo informações do Estadão.
A corporação também afirma que Vorcaro suspendeu a transferência dos imóveis em maio de 2025, após receber informações de que os fatos estavam sob apuração do Ministério Público Federal, o que teria elevado o risco da transação e impedido o pagamento integral.
Leia também: Imóveis podem ter sido usados para pagamento de propina no caso Master, diz criminalista
Para viabilizar o esquema e esconder a origem dos recursos, a investigação aponta o uso de fundos ligados à Reag Investimentos e de empresas de fachada atribuídas a Vorcaro e a Paulo Henrique Costa. Segundo a PF, essas empresas eram “de prateleira”, já existentes formalmente, e teriam sido adaptadas para a operação de blindagem patrimonial do então presidente do BRB.
De acordo com os investigadores, o dinheiro saía de fundos ligados à Reag, passava por essas empresas e era usado na compra dos imóveis. Para a PF, esse caminho dificultava o rastreamento dos recursos e ocultava os beneficiários finais, criando aparência de legalidade para valores de origem ilícita.
A documentação policial também aponta que os imóveis eram tratados como um “cronograma pessoal” de Paulo Henrique Costa. Segundo a investigação, ele visitava e validava os bens selecionados, cobrava o andamento das aquisições e manifestava preocupação com a ausência de documentação formal do arranjo, o que, na avaliação da PF, indicaria ciência sobre o caráter dissimulado da operação.
“Para operacionalizar o pagamento e ocultar a titularidade real dos bens, teriam sido mobilizados fundos de investimento geridos pela Reag, bem como empresas de fachada, atribuídas formalmente a interpostas pessoas, entre elas o cunhado de Daniel Monteiro”, afirmou a Polícia Federal, em trecho reproduzido na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou as diligências.
A decisão também registra que “a movimentação dos valores ocorre, sobretudo, por meio da utilização de fundos de investimento da Reag” e que ainda não são plenamente conhecidas todas as transações atribuídas ao grupo investigado.
Procurados pelo Estadão, os gestores da Reag não responderam sobre este caso. Segundo a reportagem, a gestora também foi alvo de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de investigações anteriores. Em relação a esses episódios, os gestores negam irregularidades.
Citado pela PF como peça da estrutura usada para ocultar a titularidade dos imóveis, Daniel Monteiro também aparece em outra frente ligada a Daniel Vorcaro. Segundo reportagem do Estadão, o advogado esteve envolvido na tentativa frustrada de venda do Banco Master à Fictor.
As partes do contrato eram uma holding criada pelos sócios da Fictor, Daniel Vorcaro e sua holding nas Ilhas Cayman, a Titan. A mesma companhia, segundo o jornal, havia vendido um mês antes precatórios de usinas de açúcar superiores a R$ 500 milhões à Fictor, por meio de um fundo controlado por Vorcaro.
Leia também: Operação da PF expõe compliance de fachada e reacende debate sobre governança, diz Fabiano Rosa
Dias antes da prisão, Monteiro afirmou que “não tem nenhuma informação a respeito” da transação entre o Master e a Fictor. A reportagem diz, no entanto, que o documento sobre a operação menciona diversas vezes o escritório do advogado como contato para assinatura do contrato, obtenção de cópias e eventual manifestação de desistência do negócio.
Segundo a PF, o escritório de Monteiro também atuou em operações de lavagem de dinheiro ligadas à Tirreno, empresa apontada como veículo para aquisição de carteiras de crédito consignado supostamente fraudulentas, depois repassadas ao BRB.
Os investigadores descrevem Monteiro como responsável pela estrutura jurídico-financeira do esquema atribuído a Vorcaro. Segundo a PF, o diretor indicado para administrar as empresas titulares dos imóveis foi Hamilton Edward Suaki, cunhado do advogado.
A defesa de Daniel Monteiro afirmou que ele foi surpreendido pela decisão de prisão e sustentou que sua atuação sempre ocorreu de forma “estritamente técnica”, na condição de advogado do Banco Master e de outros clientes, “sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional”. Segundo os advogados, ele está à disposição da Justiça e confia no esclarecimento integral dos fatos.
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