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Guilherme Mello é eleito para presidir conselho de administração da Petrobras

Publicado 16/04/2026 • 23:01 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Renovação do colegiado ocorre em meio a pressão sobre a estatal após críticas de Lula e debate sobre preços de combustíveis.
  • Conselho terá mandato até 2028, com seis indicados pela União, quatro pelos minoritários e um representante dos empregados.
  • Acionistas aprovaram contas de 2025, orçamento de capital de R$ 114 bilhões para 2026 e JCP de R$ 41,2 bilhões.

Washington Costa - Ministério da Fazenda

A Petrobras elegeu nesta quinta-feira (16) o novo conselho de administração da companhia. Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, vai presidir o colegiado. Ele assume a vaga deixada por Bruno Moretti, que renunciou para comandar a pasta.

A renovação parcial do conselho ocorre em um momento de pressão sobre a estatal. A companhia voltou ao centro do debate após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na esteira dessas declarações, a estatal demitiu um diretor e devolveu às distribuidoras parte do ágio obtido em leilão de GLP.

Outro ponto de atenção para a empresa é a alta do petróleo. A valorização da commodity beneficia a Petrobras nas vendas de óleo cru, mas aumenta a pressão sobre a política de preços dos combustíveis, diante do risco de repasse da volatilidade internacional ao consumidor brasileiro.

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Como já era esperado, a União manteve seis das 11 cadeiras no conselho. Os acionistas minoritários seguiram com quatro assentos, enquanto os empregados permanecem com uma vaga.

A eleição também marcou o retorno do advogado Marcelo Gasparino ao colegiado. Ele havia deixado o conselho da Petrobras no ano passado para disputar uma vaga no conselho de administração da Axia, antiga Eletrobras, mas não foi eleito.

Com mandato até 2028, o novo conselho passa a ser formado por Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Mello, José Fernando Coura, Magda Chambriard, Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo, indicados pela União; Francisco Petros, José João Abdalla, Marcelo Gasparino e Rachel de Oliveira Maia, indicados pelos minoritários; além de Rosângela Buzanelli, representante dos empregados.

Petros superou a candidatura de Márcio Girão Barroso, que recebeu 1,09% dos votos, equivalentes a 22.434.992 ações. Após a eleição, Petros afirmou ao Estadão que os próximos dois anos devem impor desafios relevantes à companhia, com destaque para transição energética, suprimento de equipamentos e ambiente geopolítico.

Ele também apontou pressões sobre a governança corporativa da Petrobras, diante das condições do mercado de energia e combustíveis. Segundo Petros, o cenário exige atenção às políticas de conformidade e à estabilidade gerencial e da supervisão superior.

Gasparino também comentou o retorno ao conselho em rede social. “Seguimos firmes na construção de valor sustentável, com visão estratégica e foco no longo prazo, em sintonia com os investidores institucionais e com a relevância da Petrobras para o País”, afirmou.

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Na mesma assembleia, os acionistas aprovaram a manutenção de 11 membros no conselho, as contas da estatal referentes a 2025, a proposta de orçamento de capital para 2026 e a distribuição de dividendos do exercício.

As contas da companhia foram aprovadas por 83,75% dos votos vinculados às ações ordinárias em circulação, com abstenção de 16,25%.

Para 2026, a Petrobras prevê orçamento de capital de R$ 114 bilhões. Desse total, R$ 83,6 bilhões serão destinados ao segmento de Exploração e Produção, R$ 19,9 bilhões a Refino, Transporte e Comercialização, R$ 7,5 bilhões a Gás e Energias de Baixo Carbono e R$ 3 bilhões ao setor corporativo. A proposta foi aprovada por 84,56% das ações ordinárias em circulação, com abstenção de 15,43%.

Os acionistas também aprovaram o pagamento de Juros sobre Capital Próprio no valor total de R$ 41,2 bilhões, o equivalente a R$ 3,20 por ação ordinária e preferencial em circulação.

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