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Inflação deve seguir pressionada com commodities e conflitos geopolíticos
Publicado 23/04/2026 • 21:45 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 23/04/2026 • 21:45 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A instabilidade nos preços das commodities e o prolongamento de conflitos geopolíticos devem manter a inflação pressionada no segundo semestre, disse Celson Placido, diretor de investimentos da Apent, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o cenário de oferta de petróleo e derivados é crítico para o controle inflacionário brasileiro: “Preocupa sim porque a gente não sabe quanto tempo vai demorar essa guerra. Se a gente tem um problema de oferta de petróleo, a defasagem de preços de combustíveis hoje está alta e isso deve perdurar, impactando fortemente a logística e o preço dos alimentos”.
Sobre a dependência externa do agronegócio, o especialista ressaltou que a alta dos custos de produção chegará ao consumidor final nos próximos meses. “Cerca de 85% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados. Por mais que o dólar tenha apresentado queda, os preços subiram muito e esse efeito deve bater nos alimentos mais na frente, entre o segundo semestre deste ano e o início do ano que vem”, explicou.
O diretor da Apent também analisou as dificuldades estruturais no setor de refino e os riscos de intervenções governamentais nos preços. “A interferência governamental acaba gerando um efeito negativo no médio prazo. Imagina uma refinaria privada comprando petróleo na casa de $ 100 (R$ 500,00) e tendo que vender o diesel mais barato do que o petróleo que comprou; ela simplesmente não produz e isso pode gerar falta de produto”, alertou.
Em relação à política monetária, Celson Plácido afirmou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que projeta a taxa Selic terminando o ano em patamares mais elevados. “Eu acredito numa taxa terminando o ano acima de 13%, talvez entre 13,5% e 14%. Um ajuste de apenas 0,25 ponto percentual tem um efeito muito pequeno na economia, que demora de seis a nove meses para aparecer, por isso eu preferiria parar e observar”.
Por fim, ele mencionou o desafio do Banco Central em lidar com as expectativas do mercado que estão deixando de seguir as metas oficiais. “As projeções do IPCA estão totalmente desancoradas, saindo de 4,17% para quase 5% no ano que vem. O presidente do Banco Central enfrenta pressão de todos os lados, desde o governo até empresários, mas o receio inflacionário e o choque de oferta impedem cortes maiores agora”.
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