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Brasil vive janela de oportunidade, mas momento exige reação, diz ex-vice do Banco Mundial
Publicado 23/04/2026 • 13:45 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 23/04/2026 • 13:45 | Atualizado há 4 meses
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A combinação entre tensão geopolítica global, fluxo de capital estrangeiro e melhora na percepção dos investidores abriu uma janela de oportunidade para o Brasil, mas sem garantias de continuidade. A avaliação é de Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, que vê o país em posição privilegiada diante da atual crise internacional.
Em entrevista nesta quinta-feira (23) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Canuto afirmou que o momento positivo exige cautela e capacidade de reação interna. “Há uma janela de oportunidade. A gente tem que levar em conta que ela nem é automática, nem é permanente”, alertou.
Segundo ele, o ambiente internacional e o interesse por ativos brasileiros estão mais favoráveis neste momento, o que ajuda a explicar o desempenho recente da economia nacional, da moeda e do mercado financeiro.
Canuto destacou que o país chegou à atual escalada da crise no Oriente Médio em situação melhor do que muitos mercados emergentes, especialmente por mudanças estruturais ocorridas nos últimos anos. “O Brasil entrou no choque geopolítico agora, na situação da guerra no Irã, em uma posição bem melhor do que muitos outros emergentes”, afirmou.
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Ele explicou que conflitos internacionais costumam afetar de maneira distinta países importadores e exportadores de energia. “Os analistas todos têm apontado como o efeito da guerra tende a ser diferente entre os países que são exportadores e importadores de energia”, ressaltou.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação do economista, o fato de o Brasil ter se tornado exportador de petróleo e energia coloca o país em posição relativamente mais forte em momentos de instabilidade global e alta de commodities. “No caso, o Brasil tornou-se um exportador de petróleo, de energia. Isso tende a ter esse sinal positivo”, explicou.
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O especialista também relacionou esse fator à revisão de projeções econômicas por instituições internacionais, como o FMI, que melhorou recentemente a expectativa de crescimento brasileiro em sentido oposto ao de parte do restante do mundo.
Apesar do cenário mais favorável, Canuto ponderou que ganhos duradouros dependerão de decisões domésticas capazes de converter o momento em crescimento estrutural. Para ele, a atual fase positiva pode se dissipar caso o país não aproveite o impulso externo para fortalecer fundamentos econômicos e elevar a confiança de longo prazo.
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