Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil vive janela de oportunidade, mas momento exige reação, diz ex-vice do Banco Mundial
Publicado 23/04/2026 • 13:45 | Atualizado há 3 semanas
Trump convida Elon Musk, Tim Cook e Larry Fink para viagem à China em encontro com Xi Jinping
Traders tratam gigante tradicional de tecnologia como a próxima ‘meme stock’
Michael Burry alerta para risco de bolha e recomenda reduzir exposição a ações de tecnologia
Casa Branca diz que IA ainda não elimina empregos, apesar de demissões no setor de tecnologia
Rali de 160% da Alphabet em um ano reflete valor de controlar “grande parte da cadeia” da IA
Publicado 23/04/2026 • 13:45 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
A combinação entre tensão geopolítica global, fluxo de capital estrangeiro e melhora na percepção dos investidores abriu uma janela de oportunidade para o Brasil, mas sem garantias de continuidade. A avaliação é de Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, que vê o país em posição privilegiada diante da atual crise internacional.
Em entrevista nesta quinta-feira (23) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Canuto afirmou que o momento positivo exige cautela e capacidade de reação interna. “Há uma janela de oportunidade. A gente tem que levar em conta que ela nem é automática, nem é permanente”, alertou.
Segundo ele, o ambiente internacional e o interesse por ativos brasileiros estão mais favoráveis neste momento, o que ajuda a explicar o desempenho recente da economia nacional, da moeda e do mercado financeiro.
Canuto destacou que o país chegou à atual escalada da crise no Oriente Médio em situação melhor do que muitos mercados emergentes, especialmente por mudanças estruturais ocorridas nos últimos anos. “O Brasil entrou no choque geopolítico agora, na situação da guerra no Irã, em uma posição bem melhor do que muitos outros emergentes”, afirmou.
Leia também: Bolsa recua com realização de lucros, mas Brasil segue atrativo ao capital estrangeiro, avalia especialista
Ele explicou que conflitos internacionais costumam afetar de maneira distinta países importadores e exportadores de energia. “Os analistas todos têm apontado como o efeito da guerra tende a ser diferente entre os países que são exportadores e importadores de energia”, ressaltou.
Na avaliação do economista, o fato de o Brasil ter se tornado exportador de petróleo e energia coloca o país em posição relativamente mais forte em momentos de instabilidade global e alta de commodities. “No caso, o Brasil tornou-se um exportador de petróleo, de energia. Isso tende a ter esse sinal positivo”, explicou.
Leia também: Tensão no Estreito de Ormuz pressiona fretes e pode impactar inflação no Brasil
O especialista também relacionou esse fator à revisão de projeções econômicas por instituições internacionais, como o FMI, que melhorou recentemente a expectativa de crescimento brasileiro em sentido oposto ao de parte do restante do mundo.
Apesar do cenário mais favorável, Canuto ponderou que ganhos duradouros dependerão de decisões domésticas capazes de converter o momento em crescimento estrutural. Para ele, a atual fase positiva pode se dissipar caso o país não aproveite o impulso externo para fortalecer fundamentos econômicos e elevar a confiança de longo prazo.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Ex-jogador de vôlei e ex-ESPN está entre sócios da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de clientes
2
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO
3
Enjoei encerra operações da Elo7 após queda de receita e pressão de gigantes do e-commerce
4
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
5
Meses antes de sumir com quase R$ 1 bilhão, Naskar já havia abandonado sede oficial em São Paulo