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Mercados globais estão inflados e vão cair, alerta dirigente do Banco da Inglaterra

Publicado 24/04/2026 • 08:51 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Sarah Breeden, vice-governadora para a estabilidade financeira do Banco da Inglaterra, disse à BBC que as sobrevalorizações e os riscos crescentes estavam aumentando as preocupações sobre um iminente "ajuste" nos mercados de ações.
  • As bolsas globais mantiveram-se resilientes em meio à guerra entre os EUA e o Irã, apesar da persistente incerteza sobre a trajetória do conflito.
  • Os principais índices de Wall Street atingiram novos recordes esta semana.

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Os mercados acionários internacionais estão avaliados em níveis excessivos e devem sofrer correção, segundo Sarah Breeden, vice-governadora para estabilidade financeira do Banco da Inglaterra.

Em entrevista à BBC publicada nesta sexta-feira, Breeden afirmou que os riscos macroeconômicos não estão totalmente refletidos nos preços das ações. “Há muitos riscos no horizonte e, ainda assim, os preços dos ativos estão em máximas históricas. Esperamos um ajuste em algum momento”, disse.

É incomum que autoridades do Banco da Inglaterra falem de forma tão direta sobre expectativas para os mercados de capitais. Breeden destacou que o maior temor é a possibilidade de vários choques ocorrerem simultaneamente — como uma crise macroeconômica, perda de confiança no crédito privado e reavaliação de ativos ligados à inteligência artificial.

Leia também: Bolsas da Ásia fecham sem direção única em meio a impasse entre EUA e Irã

Apesar da volatilidade desde os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, os principais índices seguem próximos de recordes. O S&P 500 e o Nasdaq, em Nova York, fecharam em novas máximas nesta semana. O MSCI World ex-EUA acumula alta superior a 5% no ano.

Risco no crédito privado
Breeden também chamou atenção para o crescimento acelerado do crédito privado, que saltou de praticamente zero para US$ 2,5 trilhões em 15 a 20 anos. “Nunca foi testado nessa escala, com esse grau de complexidade e interconexões com o sistema financeiro”, afirmou. “Nos preocupa mais um aperto no crédito privado do que uma crise bancária tradicional.”

Divergência de visões
Enquanto alguns analistas compartilham a preocupação, outros mantêm otimismo. Mark Haefele, CIO do UBS Global Wealth Management, disse em carta a clientes que, apesar do risco de custos elevados de energia, o cenário para economia e lucros corporativos segue sólido.

Iain Barnes, CIO da Netwealth, avaliou que os comentários de Breeden refletem riscos visíveis, mas que investidores estão mais focados em fundamentos atuais, como crescimento de lucros e margens. Ele lembrou que prever o momento de uma correção é difícil, citando Alan Greenspan, que alertou sobre “exuberância irracional” anos antes da bolha da Nasdaq em 2000.

Nigel Green, CEO da deVere Group, argumentou que, embora as avaliações estejam altas, a conclusão de que haverá queda generalizada ignora o impacto da inteligência artificial. “Nunca tivemos a IA nessa escala. Não há referência histórica clara para precificar empresas que lideram um ciclo de produtividade e lucros de uma geração”, disse.

Paul Surguy, da Kingswood Group, afirmou que os próximos meses terão movimentos significativos, influenciados pelo cenário no Oriente Médio e pelas discussões sobre crédito privado e ações de IA. “Embora alguns comparem a especulação em IA à bolha dos anos 90, nomes como Nvidia continuam altamente lucrativos e geradores de caixa”, destacou.

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