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Mercado brasileiro perde atratividade com avanço dos IPOs reversos, segundo economista
Publicado 24/04/2026 • 11:02 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 24/04/2026 • 11:02 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Pixabay.
Operação ocorre quando uma empresa privada assume o controle de uma companhia já listada, herdando seu registro e evitando o crivo completo.
Um mecanismo pouco usual de entrada na Bolsa brasileira tem acendido o alerta de reguladores e provocado apreensão entre investidores, o chamado IPO reverso. A estratégia permite que empresas acessem o mercado de capitais sem passar pelo processo tradicional de abertura de capital, que envolve auditorias rigorosas, altos custos e exigências de governança.
Na prática, a operação ocorre quando uma empresa privada assume o controle de uma companhia já listada, herdando seu registro e evitando o crivo completo dos reguladores. Casos recentes terminaram em investigações e recuperações judiciais, com perdas de até 87% para acionistas.
Leia também: Bolsa recua com realização de lucros, mas Brasil segue atrativo ao capital estrangeiro, avalia especialista
Para Ricardo Balistiero, economista e professor do Instituto Mauá de Tecnologia, existe a necessidade de alterar a regulação rapidamente. O cenário, segundo o especialista, evidencia uma falha de mercado caracterizado pela assimetria de informações: quando investidores tomam decisões sem acesso a dados completos ou confiáveis. “Quanto mais regulação nesses casos, melhor exatamente para proteger a parte mais frágil, que é o investidor”, afirma.
Ricardo analisa que o rito de inserção de uma empresa no mercado é fundamental, com o processo de divulgação e precificação. A ausência disso, portanto, prejuica o investidor, que muitas vezes fica sem o conhecimento da ação que possui. Ele coloca, ainda, que regras mais claras e rígidas são necessárias, e cita como exemplo as bolsas de Hong Kong e Reino Unido.
Além disso, o custo elevado de um IPO tradicional frente à facilidade do IPO reverso cria uma concorrência desigual, desestimulando companhias que seguiriam os trâmites formais. “Ou seja, os bons acabam se afastando”, afirma Ricardo.
Balistiero também coloca que a bolsa brasileira ainda é pequena, e o mecanismo afasta ainda mais o investidor. “O nível de investimentos que nós temos hoje, brasileiros, que compram ações em bolsa, comparado com outros mercados, é muito pequeno. Então, quando esse tipo de caso acontece, nós afastamos ainda mais o cidadão, que já tem a concorrência da taxa de juros muito elevada. Isso é muito ruim”.
Leia também: Apesar da guerra no Irã e da crise do petróleo, bolsa brasileira mantém favoritismo e atrai capital estrangeiro
“Então é um jogo que ninguem ganha”, afirma o professor. De acordo com o análise, o investidor se afasta da bolsa e, ao mesmo tempo, empresas perdem oportunidade de atrair capital a um custo menor do que seria buscar uma linha de crédito no mercado.
O debate ganha ainda mais relevância em um momento em que o Brasil busca atrair capital estrangeiro e fortalecer seu mercado de capitais. Para o especialista, o aperfeiçoamento das regras e a adoção de boas práticas seriam passos importantes para aumentar a confiança dos investidores. “Os investidores têm buscado mercados com alguma estabilidade, e o Brasil oferece esse tipo de estabilidade. […] Então em um momento como esse, é justamente a hora de melhorarmos a nossa legislação e os nossos controles, exatamente para que o Brasil continue sendo um polo de atração de capitais externos.”, conclui o professor.
Leia mais: Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção
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