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Nenhum país enfrenta desafios globais sozinho, diz Alckmin em evento do BRICS
Publicado 04/06/2025 • 13:16 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 04/06/2025 • 13:16 | Atualizado há 7 meses
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A presidência rotativa do BRICS em 2025 será exercida pelo Brasil, que definiu seis áreas prioritárias para conduzir a atuação do bloco. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 11ª edição do Fórum Parlamentar do BRICS, em Brasília.
“Nenhum país pode enfrentá-los sozinho”, afirmou Alckmin ao se referir aos desafios globais contemporâneos, como crises sanitárias, transição energética, avanço tecnológico e tensões geopolíticas. O vice-presidente destacou que o papel dos parlamentos dos países-membros será essencial para transformar decisões multilaterais em resultados concretos.
Entre as prioridades definidas, a saúde global aparece como o primeiro tema. Alckmin ressaltou que a pandemia de Covid-19 evidenciou a necessidade de respostas conjuntas e defendeu o acesso equitativo a vacinas, medicamentos e tecnologias. Também propôs a criação de protocolos de resposta rápida a emergências sanitárias, relembrando que nos últimos 17 anos o mundo enfrentou cinco grandes epidemias: SARS-CoV, H1N1, MERS-CoV, Ebola e Covid-19.
Outra prioridade será o desenvolvimento econômico. O Brasil propôs a redução de barreiras burocráticas, incentivo à conectividade digital e apoio a políticas de neoindustrialização e economia circular. O vice-presidente defendeu ainda o aumento da interação entre os empresários dos países do bloco.
No campo ambiental, Alckmin anunciou a meta brasileira de reduzir de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035 e de eliminar o desmatamento ilegal. Informou também que o país pretende recompor parte da floresta, com apoio do fundo do clima, e destacou a mobilização para a COP 30, que será realizada em Belém (PA) no fim de 2025.
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O discurso incluiu a governança da inteligência artificial, tema em que o BRICS pretende estabelecer princípios éticos, assegurar proteção de dados e promover capacitação profissional. Segundo Alckmin, a governança responsável da tecnologia depende da articulação entre governos, academia e setor privado.
Na área de segurança, o Brasil reafirmou seu compromisso com soluções negociadas para conflitos e defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Alckmin declarou que os países do BRICS devem atuar como força construtiva em defesa da paz.
Por fim, o vice-presidente destacou a necessidade de fortalecimento institucional do grupo. Citou o memorando de entendimento firmado em Johannesburgo, que reforça o fórum parlamentar como espaço permanente de cooperação legislativa.
“Parlamentos mais conectados significam BRICS mais fortes”, concluiu.
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