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Gasolina lidera alta da inflação, mas passagem aérea cai; veja o que mudou em abril

Publicado 20/04/2026 • 08:41 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Entre os itens que mais influenciaram o mês, a gasolina ganhou destaque ao elevar os custos do transporte e pressionar o orçamento das famílias.
  • Além dos combustíveis, alimentos ajudaram a elevar a inflação de abril.
  • O resultado de abril mostra que a gasolina voltou a ocupar posição central entre as maiores pressões inflacionárias do país.
Etanol

Foto: Freepik

O avanço dos combustíveis levou o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) a subir 2,94% em abril. O resultado reverte a queda de março, quando o indicador havia recuado 0,24%, e mostra o impacto da gasolina e de matérias-primas ligadas ao petróleo sobre a inflação ao produtor, ao consumidor e também na construção civil.

Segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas, no acumulado de 2026, o índice registra alta de 2,57%. Em 12 meses, o avanço é de 0,56%.

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Gasolina aparece entre os principais focos de pressão

Entre os itens que mais influenciaram o mês, a gasolina ganhou destaque ao elevar os custos do transporte e pressionar o orçamento das famílias.

O reflexo apareceu no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acelerou de 0,03% em março para 0,88% em abril.

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Dentro do IPC, o grupo Transportes teve a maior mudança, saltando de 0,06% para 2,31%. O movimento confirma o peso dos combustíveis no dia a dia da população e nos custos da economia.

Inflação da gasolina no atacado dispara

A maior pressão veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiu 3,81% no mês após queda de 0,39% em março. O indicador mede preços no atacado e costuma antecipar movimentos futuros ao consumidor.

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Segundo a FGV, matérias-primas brutas tiveram forte avanço de 7,01%, após recuo de 1,11% no mês anterior. Produtos importantes para a indústria e para o campo também ficaram mais caros, como ácido sulfúrico e fertilizantes.

Alimentos também sobem

Além dos combustíveis, alimentos ajudaram a elevar a inflação de abril. O grupo Alimentação no IPC passou de 0,37% para 1,41%.

Entre os destaques, o tomate registrou forte aumento de preços, reforçando a pressão sobre supermercados e feiras.

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O Índice Nacional de Custo da Construção subiu 0,88% em abril, acima dos 0,29% de março. O setor foi impactado pelo encarecimento de combustíveis e transporte, que afetam materiais como cimento, concreto e blocos.

Materiais e Equipamentos avançaram de 0,28% para 0,98%. Serviços foram de 0,25% para 0,83%. Já Mão de Obra passou de 0,31% para 0,77%.

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O resultado de abril mostra que a gasolina voltou a ocupar posição central entre as maiores pressões inflacionárias do país.

Maiores pressões de alta (abril)

  • Tomate: +21,99%
  • Leite longa vida: +8,10%
  • Serviços bancários: +1,73%
  • Tarifa de eletricidade residencial: +0,85%

Maiores alívios (quedas)

  • Passagem aérea: -7,93%
  • Bombons e chocolate: -3,83%
  • Maçã: -3,68%
  • Perfume: -2,51%
  • Excursão e tour: -2,30%

Classes de despesa (março → abril)

  • Transportes: +2,31% (de 0,06%)
  • Alimentação: +1,41% (de 0,37%)
  • Despesas diversas: +1,10% (de 0,88%)
  • Vestuário: +0,40% (de 0,07%)
  • Habitação: +0,35% (de 0,31%)
  • Saúde e cuidados pessoais: +0,31% (de 0,18%)
  • Educação, leitura e recreação: -0,60% (de -2,16%)
  • Comunicação: +0,03% (de 0,11%)
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