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Fed: presidente distrital vê maior possibilidade de corte de juros a partir de setembro – e não em julho
Publicado 20/06/2025 • 20:00 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 20/06/2025 • 20:00 | Atualizado há 8 meses
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Federal Reserve / Flickr
A presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, indicou nesta sexta-feira (20), que vê “mais o outono do Hemisfério Norte (entre setembro de dezembro), e não a reunião de julho, como momento possível para um corte” de juros, conforme afirmou durante entrevista à CNBC.
Segundo Daly, a decisão dependerá da evolução da economia, especialmente do mercado de trabalho. “A menos que eu visse um enfraquecimento do mercado de trabalho, o outono parece mais apropriado para um corte de juros”, completou. O outono nos EUA começa em setembro.
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Relatório do Fed aponta que tarifas podem ter influência em repique na inflação de bens nos EUA
Sem direito a voto nas reuniões deste ano do Fed, a presidente da distrital de São Francisco ainda minimizou o impacto imediato das tarifas dos EUA sobre a inflação. “As preocupações com o impacto das tarifas na inflação não são tão grandes quanto quando foram anunciadas pela primeira vez”, disse.
Ainda assim, ponderou que “com tarifas, podemos ter um impacto significativo na inflação”, embora tenha reconhecido que também seja possível que elas “não sejam tão inflacionárias”. Para ela, “temos várias possibilidades sobre o quanto dessas taxas será repassado aos consumidores”.
Apesar das incertezas, a dirigente reforçou que “a inflação está caindo e isso é uma ótima notícia”, e destacou que, sem a imposição de novas tarifas, “eu estaria considerando a normalização da taxa de juros”. Ela afirmou ainda que a economia americana “segue em boa posição”, mas alertou que um “enfraquecimento adicional no mercado de trabalho pode facilmente se transformar em deterioração”.
A fala vem logo após o diretor do Fed, Christopher Waller, defender, nesta sexta-feira (20), que a autoridade monetária deve considerar um corte de juros na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, em julho.
Se surgir algum tipo de choque que ameace o mandato duplo, o Banco Central poderia pausar o ciclo de relaxamento depois, explicou o dirigente em entrevista à CNBC. “Acho que estamos em um bom lugar para começar a conversar sobre cortes de juros”, afirmou o diretor.
Waller argumentou que a criação de emprego nos EUA segue sólida, mas que há sinais de desaceleração mais forte que o desejado. Para ele, é importante retomar o afrouxamento monetário antes que o mercado de trabalho comece a “afundar”.
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