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Lula critica ‘machismo empresarial’ em fórum do Brics com países que restringem mulheres
Publicado 05/07/2025 • 13:16 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 05/07/2025 • 13:16 | Atualizado há 8 meses
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Foto: RENAN AREIAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
RJ - BRICS/CÚPULA/RIO/LULA/IA/GOVERNANÇA/MULTILATERAL - ECONOMIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura do Fórum Empresarial do BRICS, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, neste sábado (05). Lula chamou a atenção para a necessidade de uma "governança multilateral" para tratar do uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Durante discurso, o presidente pontuou que a revolução tecnológica permeia todos os setores da economia e que, na falta dessas diretrizes comuns, o modelo de negócio das grandes empresas do setor irá se sobressair.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (5) durante o Fórum Empresarial do Brics, o machismo no campo dos negócios, um tema delicado, já que o grupo dos emergentes passou a incluir há dois anos nações que restringem amplamente direitos de mulheres, como Irã e Arábia Saudita e, em menor grau, Egito e Emirados Árabes Unidos.
“O lugar que vocês almejam na participação política, empresarial e de qualquer coisa que quiserem fazer depende única e exclusivamente da ousadia de vocês. Não esperem que nós homens sejamos os autores das conquistas de vocês”, disse Lula, em discurso na zona portuária do Rio.
“Temos apenas 16% de mulheres no mundo empresarial. É muito pouco, significa que o machismo ainda toma conta dos empresários e quem sabe a economia melhore muito quando as mulheres tomarem conta”, completou. Lula afirmou que a participação feminina é uma “extraordinária novidade” no Brics, com a criação do Grupo de Mulheres Empresárias.
Um sinal claro das diferentes participações sociais de mulheres entre os países do Brics é que Lula citou as representantes das alianças de negócios de mulheres do agrupamento, entre elas empresárias de Brasil, África do Sul, Rússia, China, Egito, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
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Um dos temores de diplomatas que coordenam a participação brasileira no Brics era que a discussão das questões de gênero fosse afetada no grupo, a partir da inclusão dos países membros com regimes de governo baseado em leis religiosas. O termo “gênero” deixou de ser citado no comunicado final de 2024, em comparação com a versão de 2023, embora ambos abordem a participação feminina.
Lula também confirmou uma viagem à Malásia, com provável data de 26 de outubro, para a segunda reunião anual de cúpula da ASEAN. O presidente disse ter aceitado convite do primeiro-ministro da Malásia, Anwar bin Ibrahim, presente no fórum.
Ele também pretende visitar a Indonésia, na mesma viagem, a fim de discutir a preservação de florestas tropicais, com vistas à COP-30. Um dos principais resultados do Brasil deverá ser a obtenção de recursos para o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, que almeja alcançar US$ 4 bilhões anuais em recursos públicos e privados.
Esse tour de Lula pela Ásia já vinha sendo discutido nos bastidores do governo, como um movimento estratégico em busca de parceiros comerciais alternativos, em meio à guerra tarifária, de forma a escapar à disputa de influência global e dependência econômica de China e Estados Unidos.
O País quer aprofundar laços com a Asean, bloco econômico com o qual já tem um fluxo comercial de US$ 37 bilhões, pouco menos do que o Mercosul, mas com um superávit de US$ 15 bilhões, pautado sobretudo em commodities e produtos agrícolas.
O presidente conclamou empresários brasileiros a organizarem uma missão empresarial a Kuala Lumpur. “Quem quer vender, vai, quem quer comprar, vai. Se ficar esperando as coisas não acontecem”, disse Lula.
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