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Governo negocia empréstimo com bancos públicos e privados para salvar Correios e evitar aporte do Tesouro
Publicado 14/10/2025 • 17:49 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 14/10/2025 • 17:49 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
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O governo federal negocia com bancos públicos e privados um empréstimo bilionário para os Correios, em uma tentativa de socorrer a estatal e adiar a necessidade de um aporte financeiro direto do Tesouro Nacional, em meio ao aperto no Orçamento. Nas conversas estariam Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual e Citibank. Os ministérios da Fazenda, da Casa Civil, da Gestão e das Comunicações participam das tratativas.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, o crédito funcionaria como um “respiro temporário”, enquanto o novo presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, adota medidas para sanear as contas e buscar novas fontes de receita. Procurada, a companhia não comentou.
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No primeiro semestre de 2025, o rombo nos Correios chegou a R$ 4,3 bilhões. A expectativa é que o empréstimo fique entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões neste ano, com possibilidade de mais R$ 10 bilhões em 2026, embora ainda não haja valor definido. O Tesouro Nacional deve oferecer as garantias necessárias para a operação.
Mesmo que o empréstimo seja concretizado, não está descartada a necessidade de um aporte direto em 2026, dada a gravidade da situação financeira da estatal, segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A equipe econômica tenta evitar esse cenário a qualquer custo. A meta fiscal de 2025 é considerada apertada — um superávit primário de 0,25% do PIB — e ainda há indefinição sobre como recompor o Orçamento após a derrubada da Medida Provisória das Taxações, que previa R$ 20 bilhões em arrecadação.
Como já mostrou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente Lula quer conhecer a experiência da Itália no processo de reestruturação da estatal postal, por meio da abertura de capital da Poste Italiane, realizada em 2015.
A empresa italiana fez uma oferta pública de ações (IPO) para ampliar capital, conseguiu reverter o prejuízo e hoje é superavitária. Mesmo assim, o governo italiano manteve o controle acionário, evitando uma privatização completa.
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