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Google acelera integração do Gemini ao Android antes de nova ofensiva de IA da Apple
Publicado 12/05/2026 • 17:44 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 12/05/2026 • 17:44 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
O Google está usando sua mais recente atualização do Android para transformar o Gemini em mais do que um chatbot, ampliando sua atuação como uma camada operacional em celulares, navegadores, carros e laptops, poucas semanas antes de a Apple apresentar sua reformulação do Apple Intelligence na WWDC.
Antes da conferência de desenvolvedores Google I/O, marcada para a próxima semana, a empresa apresentou uma série de atualizações do Android, incluindo automação de aplicativos baseada em IA, uma versão mais inteligente do Chrome no Android, novas ferramentas para criadores, uma experiência reformulada do Android Auto e um amplo conjunto de novos recursos de segurança.
A Alphabet aposta no Gemini para ajudar o Google a competir diretamente com OpenAI e Anthropic no mercado de modelos e serviços de inteligência artificial, além de servir como base de IA em seu amplo portfólio de produtos, incluindo o Android.
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Ao mesmo tempo, o Gemini também alimenta parte da nova estratégia de inteligência artificial da Apple, dando ao Google um papel na reformulação da IA da fabricante do iPhone enquanto a empresa tenta demonstrar que sua própria versão de IA pessoal para smartphones está mais avançada.
O responsável pelo ecossistema Android do Google, Sameer Samat, afirmou à CNBC que a companhia está reconstruindo partes do Android em torno do Gemini Intelligence para ajudar usuários a concluírem tarefas cotidianas com mais facilidade.
“Estamos fazendo a transição de um sistema operacional para um sistema de inteligência”, disse Samat.
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Como parte dos anúncios feitos nesta terça-feira, o Google informou que o Gemini Intelligence poderá navegar entre aplicativos, entender o que está sendo exibido na tela e concluir tarefas que normalmente exigiriam que o usuário alternasse entre diferentes serviços.
Isso significa que o Android está indo além do modelo tradicional de assistente virtual, no qual usuários fazem perguntas e recebem respostas, passando a funcionar mais como um agente automatizado.
Segundo o Google, o Gemini poderá extrair informações relevantes do Gmail, montar carrinhos de compras e fazer reservas. Samat citou como exemplo a possibilidade de pedir ao Gemini que analise a lista de convidados de um churrasco, monte um cardápio, adicione ingredientes a uma lista no Instacart e retorne para aprovação antes da finalização da compra.
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Uma das principais preocupações envolvendo a chamada IA agêntica é a possibilidade de softwares tomarem ações em nome dos usuários sem autorização. Samat afirmou que o Gemini retornará ao usuário antes de concluir qualquer transação e acrescentou que “o ser humano está sempre no controle”.
Quatro meses após anunciar seu acordo com o Google para uso do Gemini, a Apple enfrenta pressão para apresentar uma versão mais robusta do Apple Intelligence, considerado um competidor atrasado no mercado. A empresa tradicionalmente destaca privacidade, integração de hardware e controle da experiência do usuário como suas principais vantagens.
A ofensiva do Google com o Android busca mostrar que a companhia consegue integrar IA mais profundamente à experiência do dispositivo, mantendo ao mesmo tempo o controle dos usuários sobre o que o Gemini pode visualizar, onde pode atuar e quando precisará de confirmação.
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Os recursos de automação de aplicativos serão lançados gradualmente, começando pelos smartphones mais recentes da linha Samsung Galaxy e pelos aparelhos Google Pixel neste verão do hemisfério norte, antes de serem expandidos para outros dispositivos Android, incluindo relógios, carros, óculos e laptops ainda neste ano.
A companhia também está reformulando o Android Auto em torno do Gemini, transformando o carro em mais uma plataforma relevante para seu assistente virtual. O Android Auto está presente em mais de 250 milhões de veículos, e o Google afirmou que a nova versão inclui sua maior atualização de mapas em uma década, além de ajuda baseada em Gemini para tarefas como pedir jantar enquanto o motorista dirige.
A estratégia de inteligência artificial da Alphabet vem sendo bem recebida por Wall Street, impulsionando as ações da companhia em mais de 140% no último ano, em comparação com ganho de aproximadamente 40% da Apple no mesmo período. Investidores agora querem entender como o Gemini poderá se tornar ainda mais central nos produtos usados diariamente pelos consumidores.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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