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Setor produtivo e governo se reúnem em Brasília; Abimaq apresenta propostas e defende diplomacia diante do tarifaço de Trump
Publicado 21/07/2026 • 12:05 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 21/07/2026 • 12:05 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a reunião entre governo e representantes dos setores produtivos, que acontece na tarde desta terça-feira (21), no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), será focada em medidas para aumentar a competitividade da indústria brasileira.
Em sua avaliação, o objetivo é reduzir os impactos das barreiras comerciais impostas por Washington, ampliar a presença em novos mercados e preservar o crescimento das exportações brasileiras.
Estão listados para as reuniões sobre o tarifaço e as medidas para preservar o setor produtivo:
15h00 – Da parte do governo, participam:
16h00 às 17h00 – MDIC e setor produtivo
17h00 às 18h00 – MDIC e setor produtivo
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Siga o Times | CNBCO segmento de máquinas e equipamentos chega ao encontro em um momento de expansão das vendas externas. Conforme informado anteriomente, o setor de máquinas deve ter impacto pouco significativo com a imposíção de novas tarifas.
Leia também: Tarifa de Trump acelera diversificação das exportações brasileiras, avalia professor da FGV
Nos últimos doze meses, as exportações do setor cresceram 12% e atingiram níveis recordes, mesmo com a redução da participação dos Estados Unidos como principal destino. Antes do início das medidas tarifárias, o mercado norte-americano absorvia 31% das exportações do setor. Esse percentual caiu para 26% após a primeira rodada de tarifas, em 2025, e atualmente está em 22%.
“Mesmo com as exportações para os Estados Unidos caindo, nós crescemos. A expectativa é muito boa. Somos um setor que responde muito bem ao estímulo às exportações”, disse Velloso.
Para a Abimaq, a tarifa adicional de 25% aplicada especificamente aos produtos brasileiros representa o maior desafio. A entidade avalia que a medida reduz a competitividade da indústria nacional frente a concorrentes da Europa e da Ásia.
Na avaliação de Velloso, uma eventual sobretaxa adicional de 12,5%, por se tratar de uma investigação sobre falhas na fiscalização e proibição de importação de mercadorias associadas ao trabalho forçado, pode ser aplicada a outros países e, portanto, teria efeito menos severo por atingir também os competidores internacionais.
Ainda assim, o setor reconhece que haveria perda de competitividade em relação aos fabricantes norte-americanos, que disputam diretamente o mercado de máquinas com o Brasil.
A estratégia de diversificação comercial também está entre as prioridades do setor. A avaliação da Abimaq é que o desempenho recente comprova a capacidade de resposta da indústria aos incentivos à exportação.
Mesmo com a retração das vendas para os Estados Unidos, o crescimento das exportações demonstra potencial para ampliar negócios em outros países e compensar parte das perdas provocadas pelas restrições impostas pelo governo Trump.
Velloso também se posicionou contra a adoção de medidas de reciprocidade comercial e defende a continuidade das negociações diplomáticas e empresariais.
O principal argumento é de que a aplicação de tarifas recíprocas exigiria consulta pública e dificilmente encontraria apoio majoritário entre os setores produtivos brasileiros. Para o setor, a origem do impasse tem forte componente político, o que reduz a eficácia de eventuais retaliações no campo comercial.
A associação destaca ainda que o Brasil mantém déficit comercial com os Estados Unidos desde 2009 e lembra que empresas norte-americanas foram majoritariamente contrárias à sobretaxa durante audiências públicas realizadas em Washington, reforçando a avaliação de que a solução passa pelo diálogo entre governos e pelo fortalecimento das relações empresariais entre os dois países.
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