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Primeira vez na história: STF tira Andrei Rodrigues do comando da PF durante o exercício do cargo

Publicado 08/09/2026 • 11:54 | Atualizado há 1 minuto

KEY POINTS

  • Andrei Rodrigues é o primeiro diretor-geral da PF em exercício afastado por decisão do STF.
  • Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam André Mendonça e formaram maioria pela manutenção da medida.
  • O afastamento ocorre em meio ao embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes sobre relatórios de inteligência da PF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) afastou pela primeira vez na história um diretor-geral do comando da Polícia Federal no exercício do cargo. O afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF foi determinado pelo ministro André Mendonça nesta terça-feira, 8.

Nesta terça, a Segunda Turma formou maioria para manter a medida. Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam Mendonça, garantindo três votos pelo afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

O julgamento virtual foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes, mas a maioria já está formada. Apesar do pedido, Rodrigues segue afastado da Polícia Federal.

Leia também: Mendonça afirma que PF produziu seis relatórios e investigou sua relação com o chefe da AGU, Jorge Messias

Relatórios de inteligência motivaram afastamentos

A decisão está relacionada à produção de relatórios de inteligência sobre autoridades públicas. Mendonça afirmou que os afastamentos são necessários para preservar as investigações e evitar eventual interferência nas apurações.

Segundo o material apresentado na decisão, ao menos seis relatórios teriam sido produzidos entre 3 e 31 de agosto de 2026. O ministro apontou problemas de identificação, autoria e padronização e questionou o uso desse tipo de documento para avaliar a atuação funcional de autoridades.

Mendonça também determinou que a Corregedoria da PF apure quem ordenou e quem produziu os relatórios, além de verificar a existência de outros documentos semelhantes.

Moraes barrou Ramagem antes da posse em 2020

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Um caso semelhante ocorreu em 2020, quando Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da PF.

Ramagem foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para substituir Maurício Valeixo, mas foi impedido de tomar posse. Moraes apontou risco de desvio de finalidade e possível violação aos princípios da impessoalidade, moralidade e interesse público.

Ao contrário de Rodrigues, ele nunca chegou a exercer o cargo. Posteriormente, Bolsonaro tornou sem efeito a nomeação e, em seguida, indicou Rolando Alexandre de Souza.

Leia também: Mendonça afasta diretor-geral da PF Andrei Rodrigues e manda investigar produção de relatórios sobre autoridades

Afastamento de Rodrigues ocorre em meio ao embate entre Mendonça e Moraes

O afastamento de Andrei ocorre em meio ao confronto entre André Mendonça e Alexandre de Moraes sobre a condução de investigações e o uso de informações produzidas pela PF.

A tensão aumentou após Mendonça retirar o sigilo de elementos ligados às investigações sobre o Banco Master e descontos irregulares no INSS. Depois, Moraes passou a questionar a atuação de Mendonça com base em informações produzidas pela própria Polícia Federal.

O presidente do STF, Edson Fachin, chegou a intervir para reorganizar a tramitação dos casos diante da escalada do conflito.

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