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Bolsa fecha estável; dólar avança a R$ 5,13 com ruído externo e queda das commodities
Publicado 04/08/2026 • 18:01 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/08/2026 • 18:01 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O mercado brasileiro encerrou esta terça-feira (4) com alta do dólar, Ibovespa perto da estabilidade e forte queda do petróleo. O real perdeu força diante do recuo das commodities, enquanto ruídos nas relações entre Brasil e Estados Unidos aumentaram a cautela no mercado doméstico durante a tarde.
O dólar à vista avançou 0,86%, a R$ 5,1309, após oscilar entre R$ 5,0729 e R$ 5,1481. O movimento ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda americana ficou praticamente estável diante das principais divisas.
Já o Ibovespa recuou 0,06%, aos 177.894,97 pontos, com volume financeiro de R$ 17,2 bilhões. A queda das ações da Petrobras e dos principais bancos foi compensada em parte pela valorização da Vale.
No mercado de petróleo, o Brent para outubro despencou 5,26%, a US$ 79,36 por barril, na ICE, enquanto o WTI para setembro caiu 5,69%, a US$ 75,77 por barril, na Nymex.
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O petróleo ampliou as perdas da véspera diante de novos sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã e da expectativa de maior normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que as negociações com Omã sobre a segurança das embarcações na região continuam. Em paralelo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou à CNBC que Washington e Teerã poderiam chegar a um entendimento para reabrir o estreito entre esta terça e quarta-feira.
Os iranianos também estariam avaliando permitir que países europeus participem da remoção de minas em Ormuz, medida que poderia facilitar as negociações.
A perspectiva de redução das restrições à passagem de embarcações derrubou o prêmio de risco acumulado pela commodity nas últimas semanas.
A queda do petróleo atingiu as ações da Petrobras. Os papéis preferenciais (PETR4) recuaram 1,28%, a R$ 42,50, enquanto os ordinários (PETR3) caíram 0,97%, a R$ 48,15.
Os bancos também ficaram entre as principais pressões do índice. Itaú PN (ITUB4) caiu 2,48%, a R$ 42,10, antes da divulgação de seu balanço trimestral. Bradesco PN (BBDC4) perdeu 1,67%, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,32% e BTG Pactual unit (BPAC11) caiu 0,65%.
Santander unit (SANB11) foi a exceção entre as principais instituições financeiras e avançou 0,59%.
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Siga o Times | CNBCNa direção contrária, Vale (VALE3) ganhou 2,24%, a R$ 76,31, mesmo com queda de 0,43% do minério de ferro, e ajudou a impedir uma baixa mais intensa do Ibovespa.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o mercado começou a sessão em tom mais favorável, mas perdeu força a partir da metade da tarde.
Segundo ele, a piora coincidiu com notícias sobre a possibilidade de novas sanções diplomáticas dos Estados Unidos contra o Brasil e foi acompanhada por queda dos bancos, alta do dólar e avanço dos juros futuros.
Na reta final do pregão, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto do embaixador brasileiro no país, acrescentando mais um elemento de tensão à relação entre os dois governos.
Corleta avaliou que o aumento da volatilidade também tende a ganhar espaço à medida que o calendário eleitoral avança e as incertezas políticas passam a ocupar maior espaço nas decisões dos investidores.
No câmbio, o real teve desempenho pior do que outras moedas emergentes. Além dos ruídos diplomáticos, a forte queda do petróleo e a fraqueza de outras commodities retiraram suporte da moeda brasileira.
Países exportadores de matérias-primas tendem a ter suas moedas favorecidas quando os preços das commodities avançam, pela perspectiva de maior entrada de recursos com as exportações. Nesta terça-feira, o movimento ocorreu na direção contrária.
No exterior, o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,01%, aos 99,890 pontos. O euro avançava 0,18%, a US$ 1,1531, enquanto a libra subia 0,16%, a US$ 1,3451.
Leia também: Petróleo recua e volta a ficar abaixo de US$ 80 com expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz
A decisão do Copom nesta quarta-feira (5) também manteve investidores atentos. O mercado espera um novo corte da Selic e busca principalmente indicações sobre a continuidade do ciclo de redução dos juros.
A forte queda do petróleo ajuda a aliviar parte das pressões inflacionárias, mas Corleta destacou que os ruídos políticos e diplomáticos voltaram a pressionar as taxas futuras ao longo da tarde.
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