Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Bolsa fecha estável; dólar avança a R$ 5,13 com ruído externo e queda das commodities
Publicado 04/08/2026 • 18:01 | Atualizado há 2 semanas
O boom da infraestrutura de I.A está cada vez mais alavancado e mais difícil de acompanhar
Carros definidos por software podem durar quanto tempo? Indústria ainda não tem resposta
Maconha ganha espaço no debate das eleições de meio de mandato nos EUA
Irã desafia Trump por Ormuz em meio a novo ataque contra navio
Grupo com Jeff Bezos e o bilionário brasileiro Eduardo Saverin compra 30% do Liverpool F.C.
Publicado 04/08/2026 • 18:01 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O mercado brasileiro encerrou esta terça-feira (4) com alta do dólar, Ibovespa perto da estabilidade e forte queda do petróleo. O real perdeu força diante do recuo das commodities, enquanto ruídos nas relações entre Brasil e Estados Unidos aumentaram a cautela no mercado doméstico durante a tarde.
O dólar à vista avançou 0,86%, a R$ 5,1309, após oscilar entre R$ 5,0729 e R$ 5,1481. O movimento ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda americana ficou praticamente estável diante das principais divisas.
Já o Ibovespa recuou 0,06%, aos 177.894,97 pontos, com volume financeiro de R$ 17,2 bilhões. A queda das ações da Petrobras e dos principais bancos foi compensada em parte pela valorização da Vale.
No mercado de petróleo, o Brent para outubro despencou 5,26%, a US$ 79,36 por barril, na ICE, enquanto o WTI para setembro caiu 5,69%, a US$ 75,77 por barril, na Nymex.
Leia também: Bolsas europeias encerram em alta com queda do petróleo e balanços corporativos
O petróleo ampliou as perdas da véspera diante de novos sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã e da expectativa de maior normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que as negociações com Omã sobre a segurança das embarcações na região continuam. Em paralelo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou à CNBC que Washington e Teerã poderiam chegar a um entendimento para reabrir o estreito entre esta terça e quarta-feira.
Os iranianos também estariam avaliando permitir que países europeus participem da remoção de minas em Ormuz, medida que poderia facilitar as negociações.
A perspectiva de redução das restrições à passagem de embarcações derrubou o prêmio de risco acumulado pela commodity nas últimas semanas.
A queda do petróleo atingiu as ações da Petrobras. Os papéis preferenciais (PETR4) recuaram 1,28%, a R$ 42,50, enquanto os ordinários (PETR3) caíram 0,97%, a R$ 48,15.
Os bancos também ficaram entre as principais pressões do índice. Itaú PN (ITUB4) caiu 2,48%, a R$ 42,10, antes da divulgação de seu balanço trimestral. Bradesco PN (BBDC4) perdeu 1,67%, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,32% e BTG Pactual unit (BPAC11) caiu 0,65%.
Santander unit (SANB11) foi a exceção entre as principais instituições financeiras e avançou 0,59%.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNa direção contrária, Vale (VALE3) ganhou 2,24%, a R$ 76,31, mesmo com queda de 0,43% do minério de ferro, e ajudou a impedir uma baixa mais intensa do Ibovespa.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o mercado começou a sessão em tom mais favorável, mas perdeu força a partir da metade da tarde.
Segundo ele, a piora coincidiu com notícias sobre a possibilidade de novas sanções diplomáticas dos Estados Unidos contra o Brasil e foi acompanhada por queda dos bancos, alta do dólar e avanço dos juros futuros.
Na reta final do pregão, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto do embaixador brasileiro no país, acrescentando mais um elemento de tensão à relação entre os dois governos.
Corleta avaliou que o aumento da volatilidade também tende a ganhar espaço à medida que o calendário eleitoral avança e as incertezas políticas passam a ocupar maior espaço nas decisões dos investidores.
No câmbio, o real teve desempenho pior do que outras moedas emergentes. Além dos ruídos diplomáticos, a forte queda do petróleo e a fraqueza de outras commodities retiraram suporte da moeda brasileira.
Países exportadores de matérias-primas tendem a ter suas moedas favorecidas quando os preços das commodities avançam, pela perspectiva de maior entrada de recursos com as exportações. Nesta terça-feira, o movimento ocorreu na direção contrária.
No exterior, o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,01%, aos 99,890 pontos. O euro avançava 0,18%, a US$ 1,1531, enquanto a libra subia 0,16%, a US$ 1,3451.
Leia também: Petróleo recua e volta a ficar abaixo de US$ 80 com expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz
A decisão do Copom nesta quarta-feira (5) também manteve investidores atentos. O mercado espera um novo corte da Selic e busca principalmente indicações sobre a continuidade do ciclo de redução dos juros.
A forte queda do petróleo ajuda a aliviar parte das pressões inflacionárias, mas Corleta destacou que os ruídos políticos e diplomáticos voltaram a pressionar as taxas futuras ao longo da tarde.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Casas Bahia planeja cortar 30% do quadro e fechar mais lojas
2
Terremoto de magnitude 5,3 atinge Espanha e região da ilha de Flores; veja imagens
3
Lotofácil 3762 tem dois ganhadores; cada um leva R$ 2,25 milhões
4
Lotofácil 3761: prêmio acumula em R$ 5 milhões; veja as dezenas sorteadas
5
Honda lança CB1000 Hornet de 147 cv no Brasil; preços partem de R$ 68,8 mil