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Brasil cai 7 posições e fica entre as 6 economias menos competitivas do mundo em ranking do IMD
Publicado 20/09/2026 • 18:45 | Atualizado há 52 minutos
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KEY POINTS
Foto: Unsplash
Estudo revela os principais riscos para a economia do Brasil nos próximos meses
O Brasil perdeu sete posições em apenas um ano e caiu para o 65º lugar entre 70 economias no Ranking Mundial de Competitividade de 2026, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD). Com o resultado, o país passou a integrar o grupo das seis economias menos competitivas avaliadas pelo instituto.
A queda interrompeu a melhora registrada em 2025, quando o Brasil havia avançado para a 58ª posição. A trajetória dos últimos cinco anos mostra uma dificuldade persistente de ganhar espaço: o país estava em 59º em 2022, caiu para 60º em 2023 e 62º em 2024, recuperou quatro posições no ano seguinte e, agora, atingiu o pior resultado desse período.
A comparação exige considerar que o número de economias analisadas aumentou. Eram 63 em 2022, 64 em 2023, 67 em 2024, 69 em 2025 e 70 neste ano. Ainda assim, o Brasil permaneceu próximo da parte inferior da classificação durante todo o período. Em 2022, tinha o quinto pior resultado; em 2026, possui o sexto pior.
No ranking deste ano, apenas Botswana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela aparecem atrás do Brasil. A liderança ficou com Singapura, seguida por Hong Kong e Suíça.
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A piora aparece com mais clareza quando o Brasil é comparado apenas com seus pares regionais. Entre as dez economias das Américas avaliadas pelo IMD, o país ocupava o 7º lugar de 2022 a 2025. Em 2026, caiu para o 9º, à frente somente da Venezuela.
Estados Unidos e Canadá lideram a região, seguidos por Chile, Porto Rico, Argentina, Colômbia, Peru e México. O Brasil aparece na sequência, em nono.
O país também fica atrás dos demais integrantes do BRICS presentes no ranking. Os Emirados Árabes Unidos ocupam a 5ª posição global; a China, a 12ª; a Índia, a 44ª; a Indonésia, a 48ª; e a África do Sul, a 54ª. O Brasil aparece em 65º.
O detalhamento do resultado mostra que uma das maiores fragilidades brasileiras está nas finanças públicas. Nesse quesito, o país ocupa o 70º e último lugar.
Outros indicadores também aparecem próximos do fim da tabela. O Brasil está em 68º em produtividade e eficiência; 67º em estrutura institucional; 67º em estrutura social; 67º em atitudes e valores; 66º em legislação empresarial; e 66º em educação.
O resultado indica que a baixa competitividade brasileira atravessa áreas ligadas à capacidade do Estado, ambiente regulatório, produtividade das empresas e formação de capital humano.
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Siga o Times | CNBCNa edição de 2026, o próprio IMD colocou a credibilidade das instituições no centro da discussão sobre competitividade. Segundo o instituto, regras previsíveis, compromissos que possam ser efetivamente cumpridos e confiança nas instituições tornaram-se vantagens ainda mais relevantes diante da fragmentação geopolítica e dos choques internacionais.
Para o Brasil, esse cenário é especialmente sensível porque justamente os indicadores ligados ao ambiente institucional permanecem entre os piores do levantamento.
O desempenho ruim convive com indicadores que mostram o tamanho e a capacidade de atração de recursos da economia brasileira.
O país registrava US$ 914,3 bilhões em estoque de investimento estrangeiro direto nos dados utilizados pelo IMD, o 12º maior volume entre as economias avaliadas. O Brasil também tem a décima maior economia em PIB nominal dentro da base do instituto e a sexta maior força de trabalho.
O Brasil consegue atrair grandes volumes de capital e possui mercado de grande escala, mas permanece atrás de economias menores quando a análise passa para produtividade, eficiência institucional e condições para as empresas competirem.
Esse descompasso também aparece na percepção dos executivos consultados pelo instituto. 90,9% dos entrevistados no Brasil apontaram custos elevados de financiamento ou dificuldade de acesso a crédito como uma pressão sobre a confiança empresarial, o maior percentual registrado entre as economias citadas pelo IMD nesse quesito.
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O Ranking Mundial de Competitividade é produzido pelo IMD desde 1989 e procura medir a capacidade de uma economia de criar e manter condições para que empresas possam competir.
A análise é dividida em quatro grandes fatores: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Esses quatro blocos se desdobram em 20 subfatores.
A edição de 2026 reúne 341 critérios no conjunto da análise. Desses, 264 entram efetivamente no cálculo da classificação geral, enquanto os demais funcionam como informações de contexto. Os dados estatísticos têm peso de dois terços no resultado e a pesquisa de percepção com executivos representa o terço restante.
Neste ano, cerca de 6,9 mil executivos participaram da pesquisa realizada entre fevereiro e abril.
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