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Bolsas da Ásia sobem e Japão bate recorde mesmo com tombo da Nvidia em NY
Publicado 27/02/2026 • 06:40 | Atualizado há 7 dias
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Publicado 27/02/2026 • 06:40 | Atualizado há 7 dias
KEY POINTS
Eugene Hoshiko/AP/Estadão Conteúdo
Pedestres passam diante de um painel eletrônico de ações exibindo o índice Nikkei do Japão em uma corretora de valores mobiliários na capital Tóquio, nesta sexta-feira, 20 de junho de 2025, em Tóquio.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, mostrando resiliência mesmo após a forte queda das ações da Nvidia nos Estados Unidos. O destaque do dia ficou com o Japão, que renovou sua máxima histórica, reforçando o momento positivo dos mercados da região.
O índice Nikkei subiu 0,16% em Tóquio, alcançando 58.850,27 pontos, o maior nível já registrado. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,95%, aos 26.630,54 pontos.
O desempenho japonês reforça a tendência recente de valorização impulsionada por fluxo estrangeiro e expectativas positivas para a economia local.
Na China continental, os ganhos foram mais moderados, mas consistentes. O índice de Xangai subiu 0,39%, aos 4.162,88 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 0,30%, aos 2.763,59 pontos.
O movimento foi apoiado pela sinalização do Politburo do Partido Comunista chinês, que reiterou uma postura pró-crescimento econômico, fator que segue sustentando o apetite por risco no país.
Na contramão do restante da região, o índice Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1% em Seul, aos 6.244,13 pontos.
A queda é interpretada como um movimento de realização de lucros, após uma sequência de seis pregões consecutivos de alta que levaram o índice a renovar máximas históricas.
Em Taiwan, não houve negociações devido a feriado local.
O pano de fundo global segue sendo a volatilidade em Wall Street. Na véspera, a Nvidia caiu quase 5,5%, mesmo após divulgar resultados acima das expectativas.
O mercado reagiu negativamente à falta de maior detalhamento sobre as perspectivas futuras de receita, segundo avaliação do Deutsche Bank.
O movimento pressionou os principais índices americanos. O Nasdaq e o S&P 500 fecharam em queda, enquanto o Dow Jones teve desempenho praticamente estável.
Apesar disso, a reação na Ásia foi contida, indicando que os investidores da região estão mais focados em fundamentos locais e estímulos econômicos do que na volatilidade das big techs americanas.
Na Oceania, o desempenho também foi positivo. O índice S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,25% em Sydney, aos 9.198,60 pontos.
O resultado reforça um cenário em que, apesar das oscilações em Nova York, o mercado asiático segue sustentado por fatores regionais e fluxo global em busca de oportunidades fora dos Estados Unidos.
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