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Por que o CEO do SoftBank acredita que a I.A precisará de US$ 5 trilhões anuais; entenda
Publicado 16/07/2026 • 13:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/07/2026 • 13:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Por que o CEO do SoftBank acredita que a I.A precisará de US$ 5 trilhões anuais; entenda
O avanço da inteligência artificial exigirá investimentos próximos de US$ 5 trilhões por ano em escala global, segundo o CEO do SoftBank Group, Masayoshi Son.
A estimativa foi apresentada na última terça-feira (14), durante um evento da companhia em Tóquio, no Japão, como parte da visão do executivo sobre a expansão da tecnologia e a necessidade de ampliar a infraestrutura para sustentar a próxima fase da I.A.
Para Son, os investimentos não serão destinados apenas ao desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial, de acordo com o Fortune.
O valor também envolve a construção de centros de dados, aumento da fabricação de chips, expansão da capacidade energética e criação de redes capazes de suportar a demanda crescente por processamento de informações.
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O executivo afirmou que os questionamentos sobre uma possível bolha da inteligência artificial não fazem sentido e comparou as críticas atuais às dúvidas que surgiram no passado sobre tecnologias como carros e aviões.
Na avaliação de Masayoshi Son, a inteligência artificial exigirá uma transformação profunda da economia mundial. Para que os sistemas avancem, será necessário criar uma estrutura tecnológica muito maior do que a existente atualmente.
Os centros de dados estão entre os principais pontos dessa expansão. Essas instalações concentram milhares de servidores responsáveis pelo treinamento e funcionamento de modelos de I.A, mas consomem grandes quantidades de energia elétrica.
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Além disso, a produção de chips especializados será outro fator determinante. Empresas de tecnologia dependem de componentes cada vez mais avançados para desenvolver sistemas capazes de processar grandes volumes de dados em alta velocidade.
A demanda por eletricidade também preocupa o setor. O crescimento da inteligência artificial aumenta a necessidade de fontes de energia estáveis, levando companhias como o SoftBank a investir em soluções voltadas para infraestrutura energética.
Durante o evento em Tóquio, Son afirmou que considerar a inteligência artificial uma bolha seria uma visão equivocada sobre o impacto da tecnologia.
Segundo ele, a I.A deverá modificar diferentes áreas da economia e criar novas oportunidades de negócios.
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O executivo defende que empresas e governos que não acompanharem essa transformação podem perder espaço em um cenário de rápida evolução tecnológica.
A declaração ocorre em meio ao aumento das discussões no mercado financeiro sobre os altos valores envolvidos no setor.
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Siga o Times | CNBCNos últimos anos, empresas ligadas à inteligência artificial receberam investimentos bilionários, enquanto ações de companhias de tecnologia registraram forte valorização.
Parte dos investidores passou a questionar se os resultados financeiros futuros serão suficientes para justificar o volume de recursos aplicado atualmente em chips, servidores e novos projetos de IA.
O SoftBank, grupo japonês conhecido por seus investimentos em tecnologia, tem concentrado parte de sua estratégia na inteligência artificial.
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A companhia já direcionou dezenas de bilhões de dólares para empresas do setor e busca aproveitar o crescimento esperado da tecnologia.
Entre os investimentos está uma aplicação de US$ 34,6 bilhões na OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial.
O grupo também vendeu sua participação na fabricante de chips Nvidia para liberar recursos destinados a novos projetos ligados à I.A e infraestrutura.
A estratégia acompanha uma mudança de foco do SoftBank, que passou a priorizar negócios relacionados ao futuro da tecnologia, incluindo energia e capacidade computacional.
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Além da projeção de investimentos anuais, Masayoshi Son afirmou que a inteligência artificial poderá representar uma parcela significativa da economia global nas próximas décadas.
Segundo o executivo, até 2040 cerca de 20% do Produto Interno Bruto mundial poderá estar relacionado a atividades ligadas à chamada superinteligência, conceito usado para descrever sistemas de IA mais avançados do que os atuais.
A previsão reforça a aposta do SoftBank de que a inteligência artificial não será apenas uma ferramenta tecnológica, mas uma base para novos modelos de negócios e setores econômicos.
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Para o CEO da SoftBank, o avanço da I.A dependerá de uma combinação entre inovação, capital e infraestrutura.
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