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Brasil abrirá na China sua primeira aduana na Ásia para fortalecer comércio bilateral

Publicado 24/06/2026 • 11:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A aduana na China será a quinta representação da Receita Federal fora do território nacional.
  • O anúncio do nome do adido da Receita Federal ocorrerá na sexta-feira, durante a visita do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à China.
  • O comércio entre Brasil e China bateu recorde histórico em 2025, movimentando um total de US$ 171 bilhões.
China

Montagem

O Brasil terá uma aduana em Pequim — a primeira na Ásia — para estreitar as relações comerciais com a China. O anúncio vem em um momento de tensões com os Estados Unidos por conta da política tarifária de Donald Trump.

A aduana na China será a quinta representação da Receita Federal fora do território nacional. Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai já contam com a atuação de adidos do órgão. Segundo o ministério da Fazenda, a medida está em discussão desde 2023. A implementação será imediata.

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O país terá funcionários da Receita Federal trabalhando diretamente em Pequim para agilizar a burocracia, inspecionar produtos na origem e facilitar o comércio entre as duas nações antes mesmo de a carga embarcar.

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Segundo o blog da jornalista Miriam Leitão, o nome do responsável pela representação será divulgado na sexta-feira. O anúncio ocorrerá durante a visita do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à China. A viagem visa avançar no diálogo sobre instrumentos inovadores, como a emissão de Panda Bonds, o Programa Eco Invest Brasil, a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP) e o desenvolvimento do mercado regulado de carbono.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o comércio entre Brasil e China bateu recorde histórico em 2025, movimentando um total de US$ 171 bilhões, um aumento de 8,2% em relação ao ano anterior. Desse montante, o Brasil exportou US$ 100 bilhões (alta de 6%) e importou US$ 70,9 bilhões (alta de 11,5%), garantindo um superávit de US$ 29 bilhões para a economia brasileira.

O número é mais do que o dobro do volume negociado com os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do país. Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e EUA somou US$ 83 bilhões.

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