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Brasil entra para o grupo de IDH ‘muito alto’ e atinge patamar histórico, segundo PNUD
Publicado 27/05/2026 • 09:35 | Atualizado há 2 meses
Publicado 27/05/2026 • 09:35 | Atualizado há 2 meses
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Agência Brasil
O PNUD divulgou novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil referentes ao período de 2012 a 2024.
O Brasil passou a integrar o grupo de países classificados com desenvolvimento humano “muito alto”. Os dados são do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que divulgou nesta terça-feira (26) novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH) referentes ao período de 2012 a 2024.
Pela primeira vez na série histórica, o país alcançou o patamar de “muito alto” desenvolvimento humano, atingindo índice de 0,805 em 2024: o melhor nível já registrado pelo Brasil.
A pesquisa analisa indicadores relacionados à saúde e longevidade, educação e geração de renda, levando em conta recortes por raça (pessoas negras e brancas) e por gênero, entre homens e mulheres.

O levantamento também marca os 30 anos do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano produzido no país e reforça a trajetória do PNUD na consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à redução das desigualdades.
Há três décadas, quando o índice começou a ser calculado pelas Nações Unidas, o Brasil era enquadrado na categoria de “baixo desenvolvimento humano”, com indicadores inferiores a 0,555.
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O estudo aponta que a educação foi a dimensão que mais impulsionou o crescimento do IDHM brasileiro ao longo da série histórica. O índice do setor passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.
Outro dado destacado pelo levantamento mostra que políticas públicas voltadas à inclusão social vêm contribuindo para reduzir desigualdades históricas. Em 2021, estimava-se que a população negra levaria 35 anos para alcançar o mesmo IDH da população branca. Em 2024, essa projeção caiu para 26 anos.
Segundo a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, políticas públicas como o Bolsa Família tiveram papel importante nesse resultado.
“O programa Bolsa Família retira uma enorme quantidade de crianças do trabalho e oferece a elas condições para permanecerem na escola. Vejo aqui um efeito direto de uma política pública brasileira”, afirmou.
De acordo com Barbosa, a melhora nos indicadores educacionais foi mais acentuada entre famílias de menor renda, especialmente entre a população negra. No entanto, apesar do avanço, o relatório aponta que as desigualdades raciais, de gênero e regionais ainda permanecem significativas no país. Quando ajustado pela desigualdade, o IDHM brasileiro cai de 0,805 para 0,641, indicando que parte da população ainda vive distante da média nacional.
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Na área da saúde, o desempenho já era considerado de desenvolvimento “muito alto” em 2012, quando o índice atingiu 0,829, reflexo da consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) desde sua criação na Constituição de 1988. Ainda assim, foi o indicador que apresentou crescimento mais lento ao longo do período, chegando a 0,860 em 2024.
O indicador de renda também avançou em ritmo moderado, passando de 0,732 em 2012 para 0,760 em 2024, permanecendo na faixa de alto desenvolvimento.
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Os dados do Pnud apontam ainda que as regiões metropolitanas têm desempenhado papel importante na elevação do índice nacional.
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Embora estados das regiões Sul e Sudeste já apresentassem índices elevados, áreas que antes eram consideradas mais periféricas passaram a contribuir de forma significativa para o avanço do país.
Um exemplo citado por Betina Barbosa é a Grande Teresina, no Piauí, que alcançou índice de 0,809, considerado de desenvolvimento humano muito alto.
“Territórios que antes puxavam a média brasileira para baixo, por não acompanharem o ritmo de crescimento, agora ajudam o país a alcançar o patamar de desenvolvimento muito alto”, afirmou.
Entre os nove estados do Nordeste, sete regiões metropolitanas já alcançaram a classificação de IDH muito alto. Um resultado que, segundo o Pnud, é inédito.
As regiões são:
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