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Fiesp culpa “ruídos diplomáticos” do governo por novas tarifas dos EUA contra o Brasil
Publicado 15/07/2026 • 22:33 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/07/2026 • 22:33 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou a aplicação de novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e atribuiu a decisão a ruídos diplomáticos e ao desalinhamento político do governo brasileiro com Washington.
Em nota à imprensa nesta quarta-feira (15), a entidade afirmou que a medida é especialmente prejudicial por atingir o Brasil de forma unilateral, reduzindo a competitividade das empresas nacionais diante de concorrentes globais.
“A opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, afirmou a Fiesp.
O governo de Donald Trump confirmou as novas tarifas na noite desta quarta-feira, durante teleconferência conduzida por Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A ordem executiva e a lista de produtos atingidos ainda não foram publicadas.
Segundo a Fiesp, a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma abordagem mais técnica e pragmática. A entidade afirmou ter seguido essa estratégia durante as audiências públicas realizadas nos Estados Unidos e em outras iniciativas ao longo do último ano.
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Siga o Times | CNBCPresidente da Fiesp, Paulo Skaf disse que as novas tarifas aumentam a pressão sobre empresas brasileiras que já enfrentam custos elevados no mercado doméstico.
“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, afirmou.
A entidade disse que continuará atuando junto a parceiros americanos para tentar reverter as tarifas ou reduzir seus efeitos por meio da ampliação da lista de produtos isentos.
A decisão americana foi tomada após uma investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. O processo analisou políticas brasileiras relacionadas a comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e outros temas.
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