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Brasil reforça papel estratégico no petróleo e precisa acelerar exploração, diz Firjan
Publicado 23/06/2026 • 11:13 | Atualizado há 3 horas
Publicado 23/06/2026 • 11:13 | Atualizado há 3 horas
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O Brasil reforçou sua posição estratégica na geopolítica global do petróleo e reúne condições para ampliar sua relevância no mercado internacional, afirmou Karine Fragoso, gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan.
Segundo ela, o país combina reservas expressivas no pré-sal, domínio tecnológico em águas ultraprofundas e novas oportunidades exploratórias, mas precisa avançar na descoberta de reservas e garantir maior previsibilidade regulatória para sustentar o crescimento da produção.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (23), a executiva disse que os dados apresentados no Anuário do Petróleo no Rio 2024 mostram que o país se tornou um eixo de produção considerado seguro e competitivo diante das transformações observadas no setor energético global.
“O que a gente percebe através dos números, dos projetos realizados e do que o Brasil vem entregando, é que reafirma mais uma vez a importância do Brasil na geopolítica do petróleo”, destacou.
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Além do pré-sal, Karine Fragoso apontou a Margem Equatorial, a Bacia de Pelotas e as bacias terrestres como oportunidades para ampliar a produção nacional de petróleo e gás nos próximos anos.
Segundo ela, o avanço desses projetos depende de planejamento de longo prazo e da continuidade dos investimentos em tecnologia. “O Brasil é líder em produção em águas ultraprofundas e é isso que a gente traz e entrega hoje através dos números do anuário”, ressaltou.
A executiva também defendeu a modernização do sistema de licenciamento ambiental. Para ela, é necessário garantir processos rigorosos, mas com maior previsibilidade para permitir a realização de testes e avaliações que ampliem o conhecimento sobre as reservas nacionais.
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“É importante que a gente tenha nessa lei a oportunidade de ter um sistema moderno de licenciamento ambiental para que a gente possa ter a tempo e a hora a realização dos testes necessários e do maior conhecimento sobre as nossas reservas”, pontuou.
De acordo com a representante da Firjan, o aumento da produção brasileira está diretamente relacionado à entrada em operação de novas plataformas e ao desenvolvimento tecnológico aplicado às operações offshore.
Ela citou como exemplo o campo de Búzios, no pré-sal, que já possui uma licitação em andamento para sua 12ª plataforma de produção.
“A gente tem uma produção ainda em crescimento a partir do pré-sal, mas em breve essa produção deve começar a reduzir. Por isso precisamos avançar no descobrimento de novas reservas que sejam comerciais”, alertou.
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Siga o Times | CNBCKarine observou que a evolução tecnológica tem sido fundamental para superar os desafios operacionais do pré-sal e deverá ter papel semelhante em futuras áreas exploratórias, como a Margem Equatorial.
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Um dos principais pontos de preocupação destacados pela executiva foi a queda acentuada na atividade exploratória brasileira.
Segundo os dados apresentados pela Firjan, o país registrou 120 poços exploratórios em 2011, enquanto no ano passado houve apenas um poço perfurado. “Para um país que deseja e trabalha por soberania e por segurança energética, isso é muito crítico”, afirmou.
Na avaliação de Karine Fragoso, a redução decorre de uma combinação de fatores, incluindo questões regulatórias, dificuldades de licenciamento ambiental e a competição internacional por investimentos.
Ela observou que o Brasil disputa recursos com projetos localizados na África, no Oriente Médio, no Golfo do México, na Venezuela, na Argentina e na Colômbia, o que torna ainda mais importante oferecer condições competitivas aos investidores. “Nós fazemos parte de uma economia global. Há uma acirrada competição por recurso financeiro, por projetos e por diversificação energética”, ressaltou.
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Ao comentar os efeitos da indústria petrolífera sobre a economia, a executiva afirmou que praticamente todos os setores são beneficiados pelos investimentos do segmento. “A economia do petróleo compra tudo de todo mundo”, resumiu.
Segundo ela, a cadeia envolve desde plataformas, tubulações, válvulas e sistemas elétricos até uniformes, alimentação, serviços especializados e atividades de manutenção. Além disso, projetos de revitalização de plataformas podem gerar novas oportunidades para a indústria nacional.
Karine destacou que o petróleo permanece como a principal atividade industrial do Rio de Janeiro e defendeu o fortalecimento da participação de fornecedores brasileiros nos projetos do setor.
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“Nosso trabalho é que cada vez mais a indústria nacional consiga participar de forma eficiente, atendendo aos requisitos de preço, prazo, tecnologia e qualidade, para produzir mais óleo e gerar mais riqueza para o Brasil”, concluiu.
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