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Por que a PF pediu bloqueio de bens da Gerdau?
Publicado 11/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/08/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Polícia Federal pediu à Justiça Federal da Bahia o bloqueio de bens da Gerdau por suspeita de contaminação ambiental na região da Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. A medida busca garantir recursos para possíveis indenizações e ações de recuperação ambiental.
A área enfrenta problemas desde fevereiro, quando moradores e pescadores começaram a relatar manchas azuis e amarelas na areia e no mar.
Leia também: Gerdau: seis meses após contaminação em Salvador, ainda não conseguiram indicar o número correto de pessoas afetadas
A Gerdau Aços Longos é a principal divisão operacional da Gerdau. A unidade fabrica produtos de aço, como vergalhões, fios-máquina, barras, pregos e perfis estruturais, usados principalmente na construção civil e na indústria.
O pedido da PF tem caráter cautelar e, com isso, a ideia é evitar que a empresa fique sem recursos para pagar eventuais indenizações ou custos de recuperação da área. O caso envolve a presença de metais pesados e outros contaminantes no solo, na água subterrânea e em organismos marinhos.
Relatórios do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) apontaram níveis elevados de cobre, ferro e zinco. A contaminação afeta diretamente cerca de 1.200 pescadores e marisqueiras, segundo o órgão ambiental.
Antes do pedido da Polícia Federal, o Inema já havia aplicado uma multa de R$ 50 milhões contra a Gerdau Aços Longos. O valor representa o limite máximo previsto pela legislação ambiental estadual para esse tipo de infração.
A Intermarítima, atual operadora da área, recebeu uma multa de R$ 20 milhões. O Inema realizou inspeções entre março e abril. As equipes encontraram concentrações elevadas de cobre e compostos nitrogenados em oito pontos da praia. Os técnicos também identificaram arsênio em moluscos e crustáceos.
A Gerdau operou o terminal por quase 30 anos e encerrou suas atividades no local em 2022. Documentos da própria empresa reconhecem a existência de cobre e outros contaminantes no solo, na água subterrânea e nos sedimentos da área.
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Siga o Times | CNBCA companhia, porém, afirma que a responsabilidade atual cabe à Intermarítima, que comprou o Terminal Itapuã e, segundo a companhia, já conhecia o passivo ambiental antes da aquisição.
O Ministério Público da Bahia também investiga a possibilidade de resíduos antigos terem permanecido no subsolo e chegado ao mar por meio do lençol freático.
Apesar do envolvimento e do nome citado, a origem da contaminação ainda depende das investigações. A Intermarítima afirma que documentos apresentados pela própria Gerdau ao Inema já indicavam uma concentração de cobre na água subterrânea em direção à praia.
A discussão sobre a responsabilidade ganha peso porque a Justiça precisa definir quem deverá arcar com eventuais custos de recuperação e indenização.
Por isso, a PF pediu o bloqueio de bens para preservar recursos enquanto as autoridades apuram a origem da contaminação e definem possíveis responsabilidades.
Leia também: Por que a Gerdau pode ter de pagar R$ 11 milhões em disputa com transportadoras?
A empresa afirmou que acompanha o caso e mantém diálogo com autoridades e órgãos responsáveis para buscar uma solução para a região.
Além disso, a Gerdau também destacou que não opera no local desde 2022 e afirmou que não possui histórico de episódios semelhantes na região. A companhia disse ainda que pretende contribuir para proteger a população local e recuperar a normalidade da área.
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