Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Câmara aprova acordo Mercosul–UE; texto segue para o Senado
Publicado 25/02/2026 • 19:06 | Atualizado há 5 meses
Títulos do Tesouro dos EUA sobem com perspectiva de novas altas nas taxas de juros
Setor global de navegação teme impacto de pedágio proposto por Trump em Ormuz
Marca francesa de roupa íntima aposta em IPO para enfrentar a concorrência do fast fashion
Retomada da guerra entre EUA e Irã impulsiona petróleo dos EUA ao maior valor do mês
Petróleo sobe mais de 2% com tensões no Oriente Médio e perspectivas de pedágio em Ormuz elevando preocupações com o fornecimento
Publicado 25/02/2026 • 19:06 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, o Projeto de Decreto Legislativo 41/2026, que internaliza o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia. O texto segue agora para análise do Senado. Na terça-feira (24), o acordo foi aprovado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).
Agora no Senado, a proposta deve passar inicialmente pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Quando aprovada no colegiado, será submetida ao plenário. A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) será a relatora da matéria. “Recebi a missão de relatar o acordo no Senado”, disse a jornalistas durante o lançamento do Instituto Diálogos, think tank voltado ao debate e à formulação de políticas públicas.
Ao comentar o tema, Tereza Cristina defendeu que o Brasil regulamente as chamadas salvaguardas — mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a adoção de medidas temporárias de proteção à indústria e ao agronegócio em caso de prejuízos decorrentes da abertura de mercado. “É um acordo enorme e complexo. O Brasil precisa olhar com cuidado”, afirmou.
Na mesma linha, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse, nesta quarta-feira (25), que o governo pretende editar, antes da votação no Senado, um decreto para regulamentar essas salvaguardas. Segundo ele, embora o tratado já preveja um capítulo sobre o tema, é necessário estabelecer regras internas para sua aplicação.
Apesar das discussões sobre os instrumentos de proteção, a cúpula do Congresso tem atuado para acelerar a tramitação. Antes da votação em plenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator da proposta, Marcos Pereira (Republicanos-SP), reuniram-se com Alckmin na Vice-Presidência para alinhar pontos do projeto.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo Motta, a reunião buscou demonstrar o empenho da Câmara em acelerar a aprovação da proposta. “Eu não tenho a menor dúvida que o Brasil tirará, por ser o principal país da América do Sul, grandes proveitos positivos do ponto de vista econômico desse acordo. A nossa presença aqui é para demonstrar o interesse da Câmara dos Deputados em agilizar essa aprovação”, afirmou.
Considerado o maior acordo comercial já firmado entre dois blocos econômicos, o tratado reúne mercados que somam cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB estimado em US$ 22 trilhões.
Maiores Audiências
1
Controladora da Rede D´Or, família Moll compra R$ 1,28 bi em ações da companhia em 4 meses
2
Com recuperação em xeque, Braskem pode ter socorro da Petrobras
3
Como uma Copa do Mundo mudou a carreira de Vozinha em poucas semanas?
4
Brasil conclui 45% do maior programa de internet por fibra em rios do mundo
5
Após escândalo de trabalho escravo, BYD enfrenta protestos por denúncias de assédio sexual; negociações começam na próxima semana