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Caso Master acende alerta em Lula e estanca queda de Flávio na disputa presidencial

Publicado 22/06/2026 • 23:26 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Pesquisas analisadas pela cúpula do PT indicam que a disputa presidencial está mais apertada do que mostram os levantamentos públicos de intenção de voto.
  • Embora Flávio Bolsonaro tenha perdido apoio após a revelação de suas ligações com Daniel Vorcaro, trackings do governo indicam que a queda do senador estancou.
  • No entorno de Lula, a avaliação é que o avanço da investigação sobre Jaques Wagner passou a contaminar o presidente e reacendeu no eleitorado a associação do PT a escândalos de corrupção.

Para onde Daniel Vorcaro foi transferido pela Polícia Federal?

O caso Banco Master passou a acender alertas simultâneos nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Pesquisas analisadas pela cúpula do PT indicam que a disputa presidencial está mais apertada do que mostram os levantamentos públicos de intenção de voto.

No entorno de Lula, a avaliação é que o escândalo envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), já começou a contaminar o presidente. Ao mesmo tempo, embora Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha perdido apoio após a revelação de suas ligações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trackings do governo indicam que a queda do senador estancou, segundo apuração do Estadão.

A leitura é que a crise deixou de atingir apenas adversários do governo e passou a bater também no núcleo político de Lula. Wagner é um dos aliados mais próximos do presidente e foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Leia também: PF aponta atuação “contínua e sistemática” de Jaques Wagner em favor do Banco Master

Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas ligadas ao banco. Entre os pontos citados pela investigação estão a compra de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, repasses a uma empresa ligada ao enteado do senador e valores em espécie encontrados em endereços relacionados a ele.

Wagner nega ter recebido propina do Banco Master. A defesa do senador apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão que autorizou a operação de busca e apreensão. O senador afirma que o dinheiro apreendido tem origem legal e declarada.

A situação política, porém, é considerada delicada por integrantes do PT e do governo. Em reunião a portas fechadas, dirigentes da campanha de Lula passaram a defender que Wagner deixe a liderança do governo no Senado para se dedicar à própria defesa e evitar que a crise avance sobre o Palácio do Planalto.

O discurso público deve ser calibrado. Segundo apuração de Vera Rosa, do Estadão, a orientação discutida no partido é apoiar as investigações do caso Master, independentemente de atingirem aliados ou adversários, mas sem transmitir a imagem de abandono de Wagner, um dos principais quadros do PT na Bahia.

O estado é considerado estratégico para a campanha de Lula. Em 2022, o petista venceu na Bahia com ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro no segundo turno. Wagner também é uma peça central no palanque local, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa.

Do outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro também foi atingido pelo caso Master. O senador passou a ser questionado após a divulgação de mensagens e áudios que indicavam proximidade com Daniel Vorcaro. Antes disso, ele havia tentado associar o escândalo ao governo Lula.

Leia também: Rumor de mercado liga QI Tech a carteira de R$ 500 milhões da Reag e do Banco Master

O impacto inicial foi negativo para Flávio, segundo avaliações de integrantes do governo. Mas os trackings agora indicam que a queda parou, o que reforçou a percepção, dentro do PT, de que a eleição pode estar mais competitiva do que sugerem as pesquisas públicas.

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A preocupação central da campanha de Lula é impedir que o caso Master recoloque a corrupção no centro do debate eleitoral. Integrantes do partido avaliam que as descobertas envolvendo Wagner reabriram uma vulnerabilidade histórica do PT, associada a escândalos como mensalão e petrolão.

A decisão sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado deve ser tratada diretamente com Lula. Aliados defendem que a saída ocorra rapidamente, sob o argumento de que o senador precisa se defender fora do cargo e que a crise não pode seguir vinculada ao comando político do governo no Congresso.

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