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Caso Master: associações de servidores investigadas na Bahia registraram descontos de R$ 1 bilhão em folha
Publicado 17/09/2026 • 07:54 | Atualizado há 15 minutos
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Publicado 17/09/2026 • 07:54 | Atualizado há 15 minutos
KEY POINTS
Divulgação/Banco Master
Augusto Lima e Daniel Vorcaro, ex-sócios do Banco Master; Lima é investigado por sua relação com associações de servidores da Bahia ligadas a carteiras de crédito atribuídas ao banco.
Duas associações de servidores da Bahia investigadas no caso Banco Master tinham, juntas, mais de 103 mil autorizações de desconto em contracheques em 2025.
A Asteba tinha 52.176 autorizações, enquanto a Asseba somava 51.111, segundo dados da Secretaria da Administração da Bahia que integram o inquérito sobre o caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A carteira das duas entidades tinha valor estimado em cerca de R$ 1 bilhão, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. O montante é bem inferior aos R$ 6,7 bilhões em créditos que o Banco Master chegou a vincular às associações em operações posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB)
Leia também: Caso Master: Mendonça deve acatar pedido da PF e dar mais 60 dias para investigação sobre o BRB
Asteba e Asseba passaram a ser investigadas após o Banco Master informar ao Banco Central que créditos consignados negociados com o BRB teriam sido originados pelas duas entidades.
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Siga o Times | CNBCA explicação foi questionada durante a apuração. Dados do governo da Bahia mostraram que os descontos realizados pelas associações nos contracheques correspondiam a mensalidades e serviços associativos, e não ao volume de empréstimos consignados apresentado nas operações.
Os investigadores também apontaram que os CPFs relacionados às carteiras eram de pessoas de diferentes estados e que a movimentação financeira das associações não era compatível com o volume de créditos atribuído a elas. Depois dos questionamentos do Banco Central, o Master passou a indicar a Tirreno como originadora dos créditos.
As duas entidades também são investigadas por sua relação com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Segundo documentos da apuração, ele foi presidente da Asteba e manteve vínculos com as associações após deixar formalmente o cargo.
Relatório do Ministério Público Federal aponta que Asteba e Asseba utilizavam dados de contato relacionados à Terra Firme da Bahia, empresa de propriedade de Lima. A Polícia Federal atribui ao empresário participação na elaboração de carteiras consideradas fraudulentas.
A defesa de Augusto Lima afirmou à Folha que as associações foram vinculadas de forma equivocada pelo Banco Master aos créditos vendidos ao BRB. Os advogados também disseram que Lima prestava serviços às entidades, mas não tinha procuração nem movimentava as contas das associações.
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