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Clima é multiplicador de ameaças à soberania, diz Sherri Goodman, ex-subsecretária de Defesa dos EUA, em Brasília
Publicado 08/11/2026 • 19:32 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/11/2026 • 19:32 | Atualizado há 1 hora
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Divulgação
Ex-subsecretária adjunta de Defesa dos EUA abriu por videoconferência a 2ª Conferência Internacional sobre Soberania e Clima, que reuniu civis e militares para discutir minerais críticos e crime organizado na Amazônia
A relação entre mudanças climáticas, segurança e defesa ocupou a abertura da 2ª Conferência Internacional sobre Soberania e Clima, realizada em Brasília na quarta-feira (4) e na quinta-feira (5). A palestra magna ficou com Sherri Goodman, primeira subsecretária adjunta de Defesa para Segurança Ambiental dos Estados Unidos, que participou por videoconferência e tratou do clima como multiplicador de ameaças.
O encontro foi promovido pelo Centro Soberania e Clima, em parceria com a Escola Superior de Defesa (ESD) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Autoridades civis e militares, pesquisadores e representantes da sociedade civil do Brasil e do exterior participaram do debate, em formato híbrido, com inscrição gratuita.
Goodman preside o conselho de diretores do Council on Strategic Risks e é secretária-geral do Conselho Militar Internacional sobre Clima e Segurança. Entre 1993 e 2001, ela ocupou o cargo de subsecretária adjunta de Defesa para Segurança Ambiental no governo americano, o primeiro com essa atribuição.
A palestra, em inglês, abordou as conexões entre mudança climática, energia, segurança e defesa. Segundo o registro da fala, a ex-autoridade relembrou a própria trajetória e associou eventos extremos, como tempestades e inundações, a riscos para a segurança energética, hídrica e alimentar.
Além da abertura, a programação dedicou um painel à transição energética, aos minerais críticos e à segurança internacional. O Brasil tem reservas de quase todos os 24 minerais da lista oficial de minerais críticos, muitos usados em tecnologias de baixo carbono.
Com a demanda global em alta, aumenta a pressão pela exploração desses recursos e cresce o peso geopolítico dos territórios onde eles estão. Segundo os organizadores, a atividade mineral traz riscos como desmatamento, contaminação de rios, perda de biodiversidade e conflitos territoriais.
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Siga o Times | CNBCPor outro lado, outro painel tratou do avanço do crime organizado transnacional sobre a Amazônia. Mineração ilegal, exploração madeireira, tráfico de fauna e grilagem aparecem, segundo o material do evento, ligados a estruturas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Assim, os debatedores defenderam o combate a essas redes a partir das cadeias econômicas que as financiam. A lista de medidas inclui inteligência integrada, investigação financeira, rastreabilidade das cadeias produtivas e cooperação entre instituições e países.
Os painéis trataram de defesa e mudança do clima, com foco em riscos, adaptação e resiliência, de transição energética e minerais críticos, de soberania e mudanças geopolíticas no entorno brasileiro e de crime organizado e degradação ambiental.
Entre os nomes confirmados estavam Izabella Teixeira, conselheira emérita do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e ex-ministra do Meio Ambiente, Erin Sikorsky, diretora do Center for Climate and Security, e Vanessa Grazziotin, diretora executiva da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Também constavam Marcelo Furtado, head de Sustentabilidade da Itaúsa, David Marques, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e Richard Fernandez Nunes, diretor-geral do Censipam.
Para Sérgio Etchegoyen, presidente do Conselho de Administração do Centro Soberania e Clima, a preservação ambiental deve ser tratada como questão de interesse nacional, o que envolve a capacidade do Estado de agir no território e a atuação do Brasil junto aos países vizinhos.
Já Marcelo Furtado, cofundador do Centro, afirmou que respostas a esses desafios dependem da articulação entre Estado, setor privado, sociedade civil e academia.
A diretora executiva do Centro, Mariana Nascimento Plum, disse que a primeira edição reuniu civis e militares, academia e sociedade civil em um diálogo “franco, plural e democrático”. Segundo ela, a segunda edição busca um debate crítico e plural que resulte em recomendações para as políticas públicas do país.
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