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Como saber se um posto de combustíveis está aplicando fraude? Veja como denunciar
Publicado 25/09/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 25/09/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: unsplash
Como saber se um posto de combustíveis está aplicando fraude? Veja como denunciar
Desconfiar do preço, conferir a bomba antes de abastecer e exigir a nota fiscal estão entre os cuidados que podem ajudar o consumidor a identificar possíveis irregularidades em postos de combustíveis. Em São Paulo, também é possível solicitar um teste de qualidade no próprio estabelecimento e encaminhar denúncias aos órgãos de fiscalização.
As orientações são do Procon-SP e do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP). Segundo os órgãos, o consumidor deve observar tanto a quantidade de combustível registrada pela bomba quanto possíveis problemas relacionados à qualidade do produto, segundo a Agência SP.
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Um dos primeiros pontos que merecem atenção é o preço cobrado pelo combustível. Valores muito abaixo da média praticada na região podem indicar irregularidades na quantidade ou na qualidade do produto.
A orientação considera que a margem de lucro por litro no setor é baixa. Por isso, uma diferença muito grande em relação aos preços encontrados em outros postos pode justificar uma verificação mais cuidadosa antes do abastecimento.
No caso do etanol, o motorista também pode observar se a bomba possui um densímetro. O equipamento deve ficar instalado na parte superior da bomba e apresentar instruções para a leitura. O densímetro, por si só, não comprova a qualidade do combustível. Ainda assim, sua presença permite ao consumidor verificar uma informação relacionada às especificações do etanol.
O consumidor também pode conferir o selo de aferição do Inmetro/Ipem-SP. Todo equipamento em funcionamento deve apresentar essa identificação.
Durante o abastecimento, o consumidor deve acompanhar o processo, preferencialmente fora do veículo. Alguns cuidados simples ajudam o consumidor a conferir se o abastecimento ocorreu conforme o pedido.
Primeiro, é importante confirmar se o bico utilizado corresponde ao combustível escolhido. Em seguida, o motorista deve conferir se o preço mostrado na bomba é o mesmo anunciado pelo estabelecimento. A bomba também precisa iniciar a contagem a partir do zero. Além disso, o consumidor deve acompanhar o abastecimento até o final antes de ir ao caixa.
Outro cuidado é pedir a nota fiscal. O documento deve registrar o valor e a quantidade de litros efetivamente abastecidos. Conferir essas informações depois da operação ajuda a identificar uma eventual diferença entre o que foi pago e o que aparece no registro da compra.
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Siga o Times | CNBCSe houver dúvida sobre a qualidade do combustível, o consumidor pode solicitar um teste no próprio posto. De acordo com as orientações divulgadas pelo Procon-SP, os estabelecimentos devem contar com profissionais treinados para realizar a testagem, conforme determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Também é recomendável abastecer, sempre que possível, em postos de confiança. Manter esse histórico facilita a identificação do estabelecimento caso surja algum problema posteriormente.
Isso é relevante porque um combustível adulterado nem sempre provoca danos imediatos no veículo. Por isso, guardar a nota fiscal e saber onde o abastecimento ocorreu pode ajudar caso seja necessário registrar uma reclamação.
Quando houver suspeita de combustível adulterado ou de outra irregularidade, o consumidor pode procurar o Procon-SP. A denúncia deve informar o posto e o endereço, além do tipo de combustível. Se possível, também é importante indicar qual bomba foi utilizada.
Leia também: Etanol verde? Veja por que a ANP quer mudar a aparência do combustível
O Ipem-SP também recebe dúvidas e denúncias relacionadas a práticas de comercialização, produtos e serviços. A Ouvidoria atende pelo telefone 0800 013 05 22, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Também é possível entrar em contato pelo e-mail ouvidoria@ipem.sp.gov.br ou pelo site do instituto.
Assim, a verificação começa antes mesmo de o combustível entrar no tanque. Observar o preço, conferir os equipamentos da bomba, acompanhar a quantidade registrada, pedir o teste quando houver dúvida e guardar a nota fiscal são medidas que ajudam o consumidor a identificar possíveis irregularidades e fornecer informações mais precisas aos órgãos responsáveis pela fiscalização de combustíveis.
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