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Copa deve movimentar R$ 4,3 bilhões no varejo brasileiro, diz economista-chefe da CNC
Publicado 22/06/2026 • 20:49 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 20:49 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar R$ 4,3 bilhões no varejo brasileiro, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O valor representa alta real de 6,5% em relação ao Mundial de 2022, já descontada a inflação.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, afirmou que o impacto da Copa no comércio costuma ocorrer de forma antecipada, principalmente em itens como televisores, roupas, bandeiras e artigos ligados à seleção.
“Quem vai comprar um aparelho de TV ou até mesmo item de vestuário costuma investir ou gastar mais antes mesmo do evento ou até no iniciozinho do evento”, disse.
Segundo Bentes, a dinâmica é diferente em bares e restaurantes, que tendem a se beneficiar ao longo da competição. Para o setor de alimentação fora do domicílio, a CNC projeta movimentação de cerca de R$ 2,5 bilhões.
“No caso de bares e restaurantes, quanto mais tempo o Brasil ficar, a cada fase da Copa do Mundo, a tendência é o segmento faturar mais”, afirmou.
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Bentes afirmou que, no comércio, o setor de supermercados é o que mais tende a se beneficiar caso o Brasil avance no torneio. Isso ocorre porque o consumo de alimentos e bebidas cresce à medida que torcedores se reúnem para assistir aos jogos.
“No caso do comércio, eu diria que praticamente só o setor de supermercados tende a se beneficiar desse efeito prolongamento”, disse.
O economista afirmou que bares e restaurantes também são favorecidos pelos horários dos jogos da Copa de 2026, que coincidem com períodos de maior movimento nesses estabelecimentos.
Segundo ele, esse fator pode ampliar o faturamento do setor de serviços, especialmente em partidas decisivas.
A CNC observa uma procura menor por televisores nesta Copa em comparação com mundiais anteriores. Segundo Bentes, o consumo de TVs e smart TVs está entre 8% e 10% abaixo do observado na Copa de 2022.
“Contrariamente a outras Copas, o que a gente percebe é uma procura menor por televisores”, afirmou.
Para o economista, a queda está relacionada a dois fatores: mudança no hábito de consumo, com mais pessoas acompanhando jogos por smartphones e computadores, e condições econômicas menos favoráveis para compras de bens duráveis.
“O brasileiro está optando por ir ao supermercado quando pensa no comércio”, disse.
Bentes afirmou que o endividamento elevado das famílias e os juros ainda altos dificultam a compra de itens que dependem de crédito, como televisores.
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Siga o Times | CNBCSegundo o economista, a Copa de 2026 deve ficar marcada por um gasto maior com alimentação do que com bens de consumo duráveis. Ele afirmou que alimentos consumidos dentro e fora de casa tendem a concentrar parte relevante da movimentação econômica do evento.
No caso de bares e restaurantes, Bentes disse que o faturamento costuma crescer entre 5% e 6% em períodos de Copa. Já no varejo de alimentos, o Mundial dá um impulso adicional às vendas a cada quatro anos.
“É um gasto que não ocorreria se não tivéssemos Copa do Mundo ou se não gostássemos tanto de futebol”, afirmou.
Bentes afirmou que a Copa do Mundo movimenta mais do que datas como Páscoa e Dia dos Namorados, ficando próxima da Black Friday em volume para o varejo. Ainda assim, o evento tem uma particularidade: também impulsiona o setor de serviços.
“As principais datas do varejo, pela ordem, são Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. A Black Friday fica mais ou menos na mesma ordem de grandeza da Copa do Mundo”, disse.
Segundo o economista, a combinação entre varejo e serviços torna a Copa um evento de impacto relevante para a economia brasileira.
“É o que mexe com a paixão do brasileiro e estimula a compra de um modo geral”, afirmou.
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