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DECISÃO 2026: o que acontece nas seções eleitorais após às 17h? Entenda as regras

Publicado 25/10/2026 • 13:30 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Eleitores que permanecem na fila às 17h recebem senhas e podem votar após o horário oficial de encerramento.
  • A urna eletrônica registra dados de identificação, enquanto fiscais partidários podem acompanhar os procedimentos nas seções.
  • Após as eleições, o TSE cruza dados de votação e justificativa para identificar possíveis irregularidades e analisar cada caso.
DECISÃO 2026: o que acontece nas seções eleitorais após as 17h? Entenda as regras

Foto: divulgação

DECISÃO 2026: o que acontece nas seções eleitorais após as 17h? Entenda as regras

O encerramento da votação às 17h não significa que todos os trabalhos nas seções eleitorais terminam naquele momento. Nas Eleições 2026, quem ainda estiver na fila poderá votar mediante a distribuição de senhas, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além disso, a Justiça Eleitoral mantém procedimentos de segurança e fiscalização durante o encerramento da votação e após as eleições, com registros na urna eletrônica e cruzamento de dados para identificar possíveis irregularidades.

Leia também: DECISÃO 2026: saiba quais pesquisas eleitorais ainda serão publicadas até a votação do 2º turno

Como funcionam as regras eleitorais após as 17h?

O horário oficial de encerramento não obriga os eleitores que já estão na fila a deixar o local sem votar. Conforme a Resolução-TSE nº 23.751/2026, os mesários distribuem senhas para organizar o atendimento e garantir que essas pessoas possam concluir a votação.

As duas últimas pessoas a votar também recebem um convite para acompanhar o encerramento dos trabalhos da seção e receber uma via do Boletim de Urna, documento que apresenta os resultados registrados no equipamento. A participação ou a recusa fica registrada em ata.

Os fiscais dos partidos políticos, das federações e das coligações também podem acompanhar esses procedimentos, o que amplia a fiscalização nessa etapa do processo eleitoral.

Como funciona a identificação dos eleitores?

Antes de liberar a urna, a mesa receptora confere um documento oficial com foto e verifica os dados junto à imagem exibida no Terminal do Mesário. Quem tem a biometria cadastrada também passa pela leitura da impressão digital.

Quando o eleitor não possui biometria registrada ou o sistema não reconhece a digital após quatro tentativas, os mesários adotam medidas adicionais de segurança. Entre elas estão a confirmação do ano de nascimento e, quando necessário, a identificação biométrica de um integrante da mesa receptora.

A urna registra a identificação biométrica do mesário responsável por habilitar a votação. Dessa forma, em caso de suspeita de irregularidade, a Justiça Eleitoral pode verificar quem autorizou a liberação do equipamento. Quando ocorre uma falha no reconhecimento biométrico, a urna também registra a última impressão digital apresentada pelo eleitor. Por isso, a assinatura no Caderno de Votação, isoladamente, não é suficiente para liberar a votação.

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Fiscalização continua depois da votação

O trabalho de fiscalização não termina com o encerramento das seções eleitorais. Após as eleições, a Justiça Eleitoral realiza levantamentos que cruzam os registros de comparecimento às urnas com os dados de justificativa eleitoral.

As verificações seguem o cronograma previsto na Resolução-TSE nº 23.750/2026 e ajudam a identificar situações que precisam de análise, podendo subsidiar a apuração de eventuais irregularidades.

Leia também: DECISÃO 2026: por que candidatos não podem ser presos durante as eleições?

No entanto, a existência de registros de votação e de justificativa para o mesmo turno não comprova automaticamente uma infração. Um eleitor pode, por exemplo, apresentar uma justificativa por acreditar que não conseguirá chegar à seção a tempo e, depois, conseguir comparecer e votar.

Por esse motivo, a Justiça Eleitoral precisa analisar cada situação individualmente. Os registros da urna, os procedimentos de identificação e o cruzamento de dados contribuem para a segurança, a transparência e a regularidade dos processos eleitorais.

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