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Master: Toffoli bloqueia bens de Nelson Tanure, que nega elo societário com o banco
Publicado 19/01/2026 • 19:29 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 19/01/2026 • 19:29 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: Wikipedia
Nelson Tanure
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou o bloqueio do patrimônio do empresário Nelson Tanure. A medida foi tomada nas investigações da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras de R$ 5,7 bilhões, com o envolvimento do Banco Master. A defesa do empresário Nelson Tanure divulgou uma nota de esclarecimento, em que nega ter qualquer participação societária no banco.
O MPF sustenta que Tanure atuaria como um “sócio oculto” da instituição, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas.
Por meio de seu advogado, Pablo Naves Testoni, o empresário refutou categoricamente as acusações. A nota afirma que Tanure jamais estabeleceu qualquer relação societária com o Banco Master, mantendo com a instituição uma relação estritamente comercial, na condição de cliente.
Segundo o texto, o tratamento recebido pelo banco seguiu as mesmas condições oferecidas por outras instituições financeiras do mercado com as quais o empresário também opera.
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Siga o Times | CNBCO comunicado afirma ainda que o investidor nunca realizou operações que pudessem converter dívidas em participação acionária, direta ou indiretamente. Para a defesa, a premissa do Ministério Público é equivocada, uma vez que as movimentações financeiras de Tanure, enquanto cliente, não corroboram a tese de sociedade oculta.
O empresário informou que apresentará documentos para comprovar a origem lícita de seus negócios e buscará a revogação imediata da decisão judicial.
Nelson Tanure, conhecido por sua trajetória na reestruturação de grandes empresas, reforçou que seus investimentos possuem lastro em mais de 50 anos de carreira. O bloqueio de bens ocorre em um momento de pressão sobre o setor financeiro, após o Banco Central determinar a liquidação do Master em 2025.
Agora, a defesa trabalha com peritos para detalhar cada transação, visando demonstrar que a relação com o banco de Daniel Vorcaro limitou-se ao âmbito de serviços bancários tradicionais em 2026.
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