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Dino autoriza novo inquérito da PF sobre Lulinha e apuração de vazamentos; já são três investigações no STF
Publicado 04/08/2026 • 19:35 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/08/2026 • 19:35 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um novo inquérito solicitado pela Polícia Federal que envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dino também autorizou uma investigação separada para apurar o possível vazamento de informações sigilosas relacionadas às apurações envolvendo o empresário.
Com a nova decisão, chega a três o número de inquéritos específicos em tramitação no STF que investigam suspeitas envolvendo Lulinha. Os outros dois estão sob a relatoria do ministro André Mendonça. A apuração sobre o vazamento corre separadamente e não tem o filho do presidente como alvo.
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A investigação autorizada por Dino apura suspeitas de tráfico de influência para facilitar negócios de uma empresa de tecnologia com órgãos do governo federal.
Segundo informações da investigação, a apuração envolve a 3Structure IT, empresa que mantém contratos com a administração pública federal. Dados do Portal da Transparência mostram que a companhia possui contratos com o Poder Executivo e já recebeu dezenas de milhões de reais do governo federal.
A Polícia Federal pretende esclarecer se Lulinha teria usado sua influência para facilitar o acesso da empresa a áreas do governo. A abertura do inquérito não significa que as suspeitas estejam comprovadas.
Paralelamente, Dino autorizou uma apuração sobre possíveis vazamentos de mensagens privadas relacionadas às investigações. O caso envolve diálogos atribuídos a Lulinha e à empresária Roberta Luchsinger, que já apareceu em outras frentes da investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Siga o Times | CNBCNa última quinta-feira (30), André Mendonça autorizou a abertura de outro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis.
A Polícia Federal tenta esclarecer se Lulinha teria ajudado o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a obter acesso a integrantes do Ministério da Saúde para tratar do projeto.
A relação entre os dois já era analisada pela PF no âmbito das investigações sobre as fraudes no INSS. A defesa de Lulinha confirmou que ele viajou a Portugal com despesas pagas por Antunes para conhecer um empreendimento de cannabis medicinal, mas afirmou que o negócio não avançou e que o filho do presidente não recebeu recursos pela iniciativa.
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Mendonça também autorizou uma segunda investigação sobre a possível atuação de Lulinha em favor de um empresário que buscava fechar negócios com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e outros órgãos do governo federal.
Lulinha entrou no radar dos investigadores após seu nome aparecer em mensagens, documentos e depoimentos obtidos pela PF durante as investigações. Em fevereiro, Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário para aprofundar a análise dessas informações.
A defesa de Lulinha afirma que as suspeitas tratam de fatos já analisados no âmbito da Operação Sem Desconto e nega qualquer irregularidade.
Os advogados sustentam ainda que a abertura de novas frentes representa uma “pesca probatória” e afirmam que não foram apresentados elementos que comprovem a participação do empresário em crimes.
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