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“É uma perda bilionária em poucos meses”, diz presidente da AEB sobre tarifa dos EUA
Publicado 25/07/2025 • 22:33 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 25/07/2025 • 22:33 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que a imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, possa provocar uma queda de US$ 20,4 bilhões no superávit comercial do país em 2025, em comparação com o ano anterior. A projeção considera uma redução de US$ 74,5 bilhões em 2024 para US$ 54,1 bilhões neste ano, o que representa uma retração de 27,4%.
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O presidente da AEB, Arthur Pimentel, classificou a medida como “uma perda bilionária em poucos meses”. Segundo ele, a nova tarifa americana afeta não apenas as relações com os EUA, mas também influencia outros mercados em efeito dominó, gerando instabilidade nos preços e volumes de mercadorias. “É uma ação sem respaldo técnico ou econômico. Isso dificulta ainda mais as previsões e causa impactos generalizados”, afirmou Pimentel em entrevista.
Além do impacto direto nas exportações, o presidente da AEB alertou para riscos indiretos sobre o câmbio, preços e acesso a mercados de manufaturados — tradicional ponto frágil da balança comercial brasileira. “As oscilações de commodities continuam beneficiando o Brasil, mas os preços estão cada vez mais fora do nosso controle. O país segue preso à dependência de decisões dos compradores”, avaliou.
O analista de comércio exterior Alberto Ajzental reforçou que os efeitos da tarifa podem se intensificar com o tempo, à medida que setores afetados relatem perdas e cortes de empregos. Ele acredita que o caminho deve ser diplomático. “O bom senso precisa prevalecer. O Brasil precisa insistir na via da negociação, pois o governo americano costuma lançar medidas duras e depois recuar para negociar.”
Entre os fatores que agravam o cenário, a AEB cita a instabilidade geopolítica global, o enfraquecimento da OMC e a agressividade de estratégias comerciais como as adotadas pela China e pelos EUA. “O mundo precisa de um esforço coordenado para restabelecer o equilíbrio. Tarifas como essa são resultado de disfunções econômicas que exigem respostas coletivas e inteligentes”, concluiu Pimentel.
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