Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Parte das iniciativas de rastreabilidade da soja não garante conformidade com o Código Florestal, aponta WRI
Publicado 28/07/2026 • 15:00 | Atualizado há 3 semanas
O boom da infraestrutura de I.A está cada vez mais alavancado e mais difícil de acompanhar
Carros definidos por software podem durar quanto tempo? Indústria ainda não tem resposta
Maconha ganha espaço no debate das eleições de meio de mandato nos EUA
Irã desafia Trump por Ormuz em meio a novo ataque contra navio
Grupo com Jeff Bezos e o bilionário brasileiro Eduardo Saverin compra 30% do Liverpool F.C.
Publicado 28/07/2026 • 15:00 | Atualizado há 3 semanas
Fernando Frazão/Agência Brasil
Lavoura de soja avança sobre a vegetação do Cerrado na região do Vão do Uruçuí, em Balsas (MA), em outubro de 2025.
Parte das iniciativas usadas para rastrear a soja brasileira monitora apenas a área plantada, e não toda a propriedade rural, segundo o estudo “Rastreando a Responsabilidade: Fortalecendo o Monitoramento do Desmatamento nas Cadeias de Suprimento de Soja e Carne Bovina do Brasil”, divulgado nesta terça-feira (28) pelo WRI Brasil.
A Moratória da Soja, o Controle da Supressão Autorizada do Cerrado e o Soft Commodities Forum adotam esse tipo de monitoramento. De acordo com o estudo, empresas que dependem apenas dessas iniciativas não conseguem assegurar conformidade legal integral, já que o Código Florestal exige que a regularidade ambiental seja verificada em todo o imóvel.
Com isso, desmatamentos e outras irregularidades ocorridos fora da lavoura podem não ser identificados.
O levantamento avaliou 21 iniciativas de rastreabilidade, sendo 10 ligadas à soja e 11 à carne bovina. A análise considerou critérios como desmatamento, embargos ambientais, sobreposição com áreas protegidas, regularidade ambiental, rastreabilidade e trabalho análogo à escravidão.
Segundo o WRI, as diferenças entre os sistemas dificultam a comparação de informações, elevam os custos de conformidade para as empresas e reduzem a confiança de compradores e instituições financeiras.
O estudo também identificou diferenças nas datas utilizadas para a verificação do desmatamento. O Soft Commodities Forum adota 31 de dezembro de 2020, data prevista no Regulamento da União Europeia sobre Desmatamento, mas não aplica julho de 2008, marco adotado pelo Código Florestal.
Segundo o WRI, essa diferença pode fazer com que desmatamentos considerados ilegais pela legislação brasileira não sejam identificados pelo sistema.
A maior parte das iniciativas analisadas usa julho de 2008 como referência. O marco permite verificar o cumprimento da legislação brasileira, mas não atende, por si só, às exigências europeias para produtos livres de desmatamento após 2020.
As iniciativas também adotam limites diferentes para o tamanho das áreas monitoradas. A Moratória da Soja, o Protocolo Verde dos Grãos e o Soft Commodities Forum trabalham, em geral, com áreas a partir de 25 hectares.
O limite é quatro vezes maior do que os 6,25 hectares utilizados pelo Prodes, sistema oficial de monitoramento por satélite. O SeloVerde de Minas Gerais identifica áreas a partir de 1 hectare. Segundo o estudo, limites maiores reduzem a capacidade de identificar desmatamentos de menor escala.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEntre as iniciativas da soja, apenas a Moratória da Soja e o Protocolo Verde dos Grãos usam embargos ambientais como critério obrigatório para bloquear fornecedores.
O Controle da Supressão Autorizada do Cerrado e o Soft Commodities Forum não incluem esse requisito. As plataformas estaduais SeloVerde informam se uma propriedade está embargada, mas não bloqueiam fornecedores. A decisão de interromper a compra cabe às empresas que consultam os dados.
No Protocolo Verde dos Grãos, a compra pode continuar quando a soja é produzida fora da área embargada, desde que essa condição seja confirmada por uma autoridade.
As plataformas SeloVerde do Pará, de Minas Gerais e do Maranhão cobrem cerca de 1,3 milhão de propriedades, o equivalente a 20% dos imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural.
Os sistemas analisam toda a propriedade e cruzam informações sobre desmatamento, embargos, infrações e sobreposição com áreas protegidas.
O uso em grande escala, porém, ainda é limitado porque as consultas são feitas principalmente por imóvel. Na pecuária, o relatório afirma que apenas os sistemas privados permitem, atualmente, o processamento de cadastros em lote. Com isso, os custos de tecnologia e de infraestrutura ficam por conta das empresas.
O WRI propõe uma referência comum para as cadeias da soja e da carne bovina. O primeiro nível reuniria os critérios necessários para verificar o cumprimento da legislação brasileira. O segundo acrescentaria exigências para cadeias livres de desmatamento e conversão de vegetação nativa.
Entre as recomendações estão o monitoramento de toda a propriedade rural, o uso de bases oficiais, a rastreabilidade de fornecedores indiretos, auditorias independentes e regras para bloquear e reintegrar fornecedores.
Soja e carne bovina responderam por cerca de 60% do valor das exportações do agronegócio brasileiro em 2024. A China recebeu 74% da soja exportada pelo país em 2023, no valor de US$ 38,6 bilhões.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Casas Bahia planeja cortar 30% do quadro e fechar mais lojas
2
Terremoto de magnitude 5,3 atinge Espanha e região da ilha de Flores; veja imagens
3
Lotofácil 3762 tem dois ganhadores; cada um leva R$ 2,25 milhões
4
Lotofácil 3761: prêmio acumula em R$ 5 milhões; veja as dezenas sorteadas
5
Honda lança CB1000 Hornet de 147 cv no Brasil; preços partem de R$ 68,8 mil