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Acordo UE-Mercosul: o que pode ficar mais barato no Brasil?
Publicado 17/01/2026 • 10:34 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 17/01/2026 • 10:34 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Com a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, consumidores brasileiros podem, no médio e longo prazo, sentir alívio nos preços de uma série de produtos importados – entre eles queijos, vinhos, azeite de oliva, chocolates e fórmulas infantis.
O tratado cria uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores e prevê a eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral. No entanto, a queda de preços não será imediata: o acordo ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos e passará por um período de transição que pode durar até 15 anos.
Leia também: Mercosul–UE: por que o Brasil é o principal eixo do acordo comercial?
Com a redução das tarifas, produtos europeus hoje fortemente tributados tendem a ganhar competitividade no mercado brasileiro:
Para a Europa, o acordo amplia o acesso ao maior mercado da América do Sul, fortalecendo sua indústria manufatureira. Para o Brasil, a abertura reduz custos de importação, aumenta a concorrência e pode pressionar preços – especialmente em alimentos premium e produtos de maior valor agregado.
Leia também: Von der Leyen e Lula defendem acordo UE–Mercosul como motor de crescimento
Apesar do potencial, especialistas alertam que o consumidor não verá preços menores de imediato.
O cronograma prevê redução progressiva das tarifas, além de cotas para produtos sensíveis, o que significa que a competição aumentará aos poucos.
Para o mercado, o acordo representa uma reconfiguração estrutural das cadeias globais, com impactos diretos sobre varejo, alimentos, logística, agronegócio e indústria, reforçando o Brasil como eixo central da relação comercial com a União Europeia.
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